Fiscalização da Vigilância Sanitária expõe problemas estruturais no HGE e relatos apontam situação ainda mais grave
A fiscalização realizada pela Vigilância Sanitária de Maceió no Hospital Geral do Estado Professor Osvaldo Brandão Vilela (HGE) revelou uma série de irregularidades que comprometem a segurança dos pacientes e as condições de trabalho dos profissionais da unidade. A inspeção ocorreu na quinta-feira (9) e na sexta-feira (10), resultando na notificação do hospital.
![]() |
| Fiscalização revela falhas no HGE enquanto trabalhadores relatam calor, mofo e elevadores sem funcionamento |
Entre os problemas identificados pelos fiscais estão camas hospitalares enferrujadas, macas e poltronas rasgadas, equipamentos sem manutenção, fiação elétrica exposta, tomadas sem acabamento adequado, infiltrações, rachaduras no piso, portas danificadas, banheiros em más condições e deficiência no enxoval hospitalar.
Vigilância Sanitária notifica HGE após fiscalização encontrar estrutura precária e riscos elétricos
A equipe também encontrou diversos pontos do teto com o forro comprometido, expondo vigas de madeira, dutos do sistema de climatização e instalações elétricas sem proteção. Em diferentes setores foram observadas infiltrações, manchas de umidade e mofo, especialmente no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), considerado um dos ambientes mais sensíveis do hospital por atender pacientes com elevado risco de infecção.
Risco biológico no CTQ(Centro de Tratamento de Queimados do HGE)
Risco biológico no HGE de Maceió - Sala de Banho CTQ
Outro problema constatado durante a fiscalização foi a situação dos elevadores. Segundo o relatório da inspeção, todos apresentavam problemas técnicos, comprometendo o deslocamento de pacientes transportados em macas ou cadeiras de rodas, além da rotina dos próprios servidores.
Além das irregularidades registradas pela Vigilância Sanitária, servidores relatam outras situações que, segundo eles, também afetam o funcionamento da unidade. Na entrada do refeitório e na via de acesso ao local, há pingueiras acompanhadas de forte odor. Na Secretaria Hospitalar, trabalhadores afirmam que há presença de mofo nas paredes.
Outro ponto citado pelos profissionais é a sala utilizada pelos médicos para elaboração dos relatórios. Conforme os relatos, o ar-condicionado não funciona de forma adequada, tornando as jornadas de 12 horas extremamente desgastantes em razão do calor intenso. Os servidores também mencionam a presença constante de mosquitos, mofo no ambiente e o aparecimento ocasional de escorpiões.
Funcionários afirmam ainda que os elevadores permanecem sem funcionamento há mais de seis meses. Com isso, equipes responsáveis pelo abastecimento de água precisam empurrar carrinhos carregados com diversos garrafões por rampas, repetindo o esforço inúmeras vezes ao longo do dia. Situação semelhante, segundo os relatos, é enfrentada pelos trabalhadores do setor de Nutrição, que realizam o transporte de refeições utilizando carros pesados.
As dificuldades também atingem os pacientes, que enfrentam obstáculos sempre que precisam ser deslocados para exames, procedimentos ou outras alas do hospital.
Outro problema frequentemente citado pelos servidores é a presença de baratas em diferentes setores da unidade, o que representa preocupação do ponto de vista sanitário devido ao potencial de disseminação de microrganismos.
VÍDEO:
Há bastante tempo, que o Deputado Alfredo Gaspar denuncia o caos instalado na saúde de Alagoas
As condições estruturais do hospital também motivam críticas à gestão. Servidores questionam a permanência dos problemas mesmo com a direção da unidade sendo ocupada pelo engenheiro Fernando Melro, cobrando providências para recuperar a estrutura do maior hospital público de Alagoas.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e a direção do HGE ainda podem apresentar esclarecimentos sobre as irregularidades apontadas pela fiscalização e sobre os relatos feitos pelos servidores.
Visita anterior do SINDPREV no HGE
O caos na saúde pública se reflete de maneira alarmante no Hospital Geral do Estado (HGE), onde o SINDPREV (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde) relatou um aumento significativo na superlotação e na falta de recursos.
— Mídia Livre (@MidiaLibre) January 11, 2026
Superlotação extrema (especialmente na Ala Vermelha/Trauma,… pic.twitter.com/hLq8kSzowP

.webp)
%20(1).webp)
.webp)
.webp)