Colunista da Folha usa entrevista com Lula na prisão para questionar por que Bolsonaro não pode se manifestar
A jornalista Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo, evocou uma experiência pessoal para questionar as limitações impostas à comunicação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela recordou que, durante o período em que Luiz Inácio Lula da Silva cumpria pena em Curitiba, obteve aval do Supremo Tribunal Federal (STF) para entrevistá-lo e, a partir desse precedente, argumentou que não deveria haver embaraços para que o ex-chefe do Executivo se expressasse.
“Qual é a dificuldade de Bolsonaro poder falar?”, indagou.
Ao citar a autorização concedida pela mais alta corte do país para a entrevista na carceragem, a colunista destacou que o Judiciário já permitiu que um ex-presidente em situação restritiva dialogasse com a imprensa. Para ela, a mesma lógica deveria nortear a condução do caso de Bolsonaro, sem critérios distintos para um e outro lado do espectro político.
VÍDEO:
“Qual a dificuldade de Bolsonaro poder falar?”, pergunta colunista ao comparar caso com Lula
A declaração de Bergamo reacende a discussão sobre a simetria no tratamento dado a ex-mandatários quando o direito à livre manifestação está condicionado a decisões judiciais. A jornalista defende que a garantia de fala deve ser pautada por regras claras e não por apreciações arbitrárias, sobretudo quando há exemplos recentes de abertura concedida pelo STF.
