Superlotação, obras investigadas e ameaças: Fabio Costa denuncia crise na saúde de Alagoas
A rede hospitalar estadual de Alagoas volta a ser alvo de duras críticas por parte do deputado federal Delegado Fabio Costa. Em vídeo publicado no dia 14 de julho, o parlamentar reuniu relatos de unidades em situação precária, obras milionárias com recursos sob investigação e denúncias de pressão contra funcionários para que participassem de eventos políticos.
Um dos episódios expostos ocorreu no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. Uma imagem registrada pela mãe do menino Arthur, de um ano e três meses, mostra a criança deitada sobre pedaços de papelão no corredor da pediatria, ao lado da avó, Andréa Maria Ribeiro. O menino estava na unidade desde o dia anterior, com quadro de pneumonia e convulsões. Segundo a família, a falta de leitos disponíveis na instituição os obrigou a improvisar uma acomodação no chão enquanto aguardavam atendimento.
Em Rio Largo, o Hospital Ib Gatto também concentra reclamações. Pacientes relatam superlotação, ventilação insuficiente nos ambientes, paredes esburacadas e leitos em avançado estado de deterioração. O aparelho de raio-X da unidade está fora de funcionamento, o que obriga os usuários a se deslocarem para outras instituições a fim de realizar exames.
O deputado ressalta que o cenário de descaso não decorre da falta de investimentos. Como exemplo, citou a construção do Hospital Regional do Médio Sertão, em Palmeira dos Índios, que consumiu quase R$ 100 milhões. Desse montante, cerca de R$ 62 milhões são alvo de apuração da Polícia Federal.
As denúncias apresentadas no vídeo incluem ainda casos de intimidação contra trabalhadores. No HGE, contratados teriam sido ameaçados de demissão caso se recusassem a comparecer a uma confraternização com políticos. O episódio foi destacado pelo parlamentar como prova de que a gestão da saúde estadual estaria longe de priorizar o atendimento à população.
Fabio Costa tratou os três hospitais como reflexos de uma mesma administração e cobrou respostas do governador Paulo Dantas e dos grupos políticos ligados a Renan Calheiros e Renan Filho. Ao confrontar a falta de estrutura, os contratos sob suspeita e a suposta coação de profissionais, o deputado reforçou que a saúde pública não pode ser usada como vitrine eleitoral enquanto pacientes aguardam em corredores e equipamentos permanecem inoperantes.
