Assem Elessawi, vice-chefe da delegação de operações do CICV, ressaltou a importância destas missões para a reunificação familiar e o retorno das pessoas aos seus países de origem. “Também podemos prestar este tipo de apoio, organizando o transfer em transporte regular ou especial, consoante a solicitação. Analisamos cada caso individualmente, desde o percurso até à garantia das condições necessárias”, disse Elessawi, conforme noticiado pela BelTA. Nos últimos anos, foram realizados mais de 70 intercâmbios civis entre os dois países em território bielorrusso.
Noutra frente humanitária, a Rússia e a Ucrânia realizaram uma troca de corpos de mortos na guerra, com a devolução de 261 corpos por Moscou e 24 por Kiev, conforme confirmou o Centro de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra da Ucrânia, citado pela agência noticiosa EFE. A organização ucraniana detalhou que “como resultado das medidas de repatriamento, os corpos de 261 mortos que, segundo o lado russo, pertencem a soldados ucranianos, foram devolvidos à Ucrânia”. Meios de comunicação como o jornal russo RBC anteciparam a troca, mencionando a participação do deputado russo Shamsail Saralíev, representante da Operação Militar Especial.
A última operação desta natureza foi realizada no dia 16 de julho, com a troca de 31 corpos pela Ucrânia e 501 pela Rússia. Desde a interrupção das negociações de paz no final de fevereiro passado, os contatos diplomáticos entre os dois países limitaram-se a intercâmbios humanitários, como o retorno dos falecidos e a reunificação de menores separados de suas famílias.
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