Divisão interna no PiS
Morawiecki criticou as restrições de Covid‑19 e a tentativa de endurecer a lei do aborto, alegando que “a mudança teria provocado um colapso nas pesquisas”. Na entrevista ao programa Rymanowski Live, ele afirmou que a Polônia “não precisa de se atolar em disputas ideológicas”, mas descartou qualquer aliança futura com Tusk. Kaczyński respondeu questionando a lealdade e o estado de espírito de Morawiecki: “As últimas declarações dele mostram que o inimigo não é Tusk, mas a Lei e a Justiça”. Em post no X, o líder do PiS acusou “ataques baseados em mentiras, manipulação e insinuações” de antigos membros que decidiram se separar do partido. Tusk, ao ser questionado sobre a turbulência, comentou que “está vendo o que acontece com um sorriso”.
Cenário eleitoral
A Coligação Cívica de Tusk lidera a última sondagem do POLITICO, com 32 % de apoio, contra 21 % do PiS. Contudo, a imagem ainda é parcial: todos os partidos de direita juntos ainda poderiam alcançar a maioria, mas somente se formarem uma coligação após a votação de 2027. Três dos quatro parceiros juniores da coligação de Tusk podem não atingir o limite de 5 % necessário para entrar no parlamento. Dois novos partidos estão disputando votos na extrema‑direita – a Confederação libertária, com 14 % de apoio, e a Confederação extremista anti‑semita da Coroa Polaca, com 11 %. Ambos buscam atrair eleitores do PiS. Krzysztof Bosak, líder da Confederação, declarou que “sente que o próximo primeiro‑ministro não deveria ser do PiS”. O porta‑voz Wojciech Machulski acusou Morawiecki de “fantoche” com histórico ruim, mas também observou que “Kaczyński já não é o líder da direita; já não domina a direita”.
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