O fogo não dá trégua em Castela e Leão. E nem os criminosos demitidos, seja por negligência ou por pura maldade. Não é por acaso que logo com a chegada de uma nova onda de calor, depois da enorme operação desenvolvida em Ávila e Madrid para combater um monstro que provocou o pior incêndio da história de Espanha, começaram a surgir focos de novos incêndios em Zamora e em diferentes latitudes de León, especialmente em El Bierzo. Os incêndios não são causados pelos disparates ideológicos dos fanatismos climáticos ou dos do pacto climático. Os incêndios são iniciados por verdadeiros criminosos que retiram as máquinas em dias proibidos, ou que saem diretamente para as montanhas carregados de isqueiros e gasolina para acender o fogo. Prejudicar, aniquilar a vida.
Os bombeiros não medem esforços para combater as consequências, os agentes da Guarda Civil o fazem perseguindo-os, em muitos casos escondidos pelo silêncio do bairro. Aqueles que deveriam dar o exemplo em ação imediata são suas honras. É inexplicável que El Perejil e os responsáveis da associação pecuária que o contratou continuem em liberdade depois de terem causado o maior incêndio da história de Espanha. Em El Bierzo, ontem mandaram para a prisão um dos incendiários do Castropodame. Devemos agir com todo o rigor da lei, mas sem contemplação. Enquanto se sentirem impunes, continuarão a agir. E alguns deles Irã repeti-lo.
No momento em que dez forem subitamente atirados para a prisão e os restantes conhecerem as consequências da sua negligência criminosa ou ação criminosa, o vício diminuirá. Já é insuportável para os habitantes do mundo rural ver o seu património, as suas vidas, a sua prosperidade e o seu futuro arderem. É insuportável para todos contemplar como os verdadeiros assassinos, que nos matam um pouco, andam por aí livremente e altivos, se não encorajados. Para além de muitas teorias sobre o cuidado das montanhas e os efeitos do despovoamento, que são realidades sobre as quais se pode teorizar o que quiser, mas que estão aí e imóveis, os habitantes das cidades estão conscientes de que a primeira linha de luta é combater os incendiários. Aqueles que queimam a montanha.
Aqueles que causam incêndios. Aqueles que semeiam desolação, terror e morte. É por isso que as ações e a legislação devem ser reforçadas, também por negligência na utilização de máquinas, e os residentes devem ser encorajados a não serem cúmplices silenciosos. Porque em muitas cidades as pessoas sabem muito bem quem acende o isqueiro. Mas isso tem de ser acompanhado de dureza e contundência policial e judicial. Eles são terroristas.
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