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Luta contra incêndios implica repensar políticas de segurança em áreas rurais

📅 28 de julho de 2026⏱ 2 min de leitura🌐 Traduzido e adaptado
Luta contra incêndios rural implica repensar políticas de segurança em áreas rurais

Resulta surpreendente constatar a escassa dimensão da política espanhola, que sempre tropeça na tentativa de instrumentalizar as tragédias, as catástrofes ou os mortos como elemento de ataque ou defesa. O incêndio do fim de semana foi um espetáculo trágico. Os incêndios descomunais em Madrid, Guadalajara e Ávila não serviram para que os políticos oferecessem uma mínima trégua aos cidadãos, especialmente aos afetados, aos milhares de evacuados e confinados, e aos que não sabem o que se vão encontrar ao regressarem a seus povos além de uma paisagem desoladora.

O contexto climático converte os incêndios, provocados em sua imensa maioria por negligência ou ação criminosa, em monstros com os quais é impossível lutar. Até a noite de quinta-feira, quando o controle do operativo estava nas mãos da Junta em Ávila, haviam ardia cerca de dez mil hectares. Foi assumido o governo central após a emergência solicitada pela presidente Madrileña, aterrorizada com o que se lhe vinha encima desde Ávila, Castela-La Mancha e o próprio Madrid, e já vamos por 55.000 hectares. O monstro não conhece de tutelas nem jurisdições.

O monstro arrasa e se faz inextinguível em função das condições. Por muito que alguns se empenhem, o fragor do fogo e a tragédia não é o melhor cenário para debater ou discutir sobre um giro radical na estratégia contra o fogo, que não pode limitar-se à simplesza de limpar os montes, porque é algo que cada vez se tornou mais inatingível após décadas de despovoamento e do uso dos montes.

Um exemplo disso é a região de Castela e Leão, que é um dos territórios com mais densidade florestal da Europa e sempre está a salvo dos incêndios, apesar de ter o mesmo operativo, o mesmo diretor do operativo, o mesmo conselheiro e o mesmo presidente da Junta que outras províncias muito mais castigadas historicamente como Zamora, Ávila ou Leão. Reduzimos o universo rural a um parque de atrações para o lazer e o descanso e nos esquecemos de que cada vez há menos dos habitantes que se encarregavam de salvaguardar, com sua atividade cotidiana e constante, a proteção do meio ambiente, entre outras coisas, com a ganaderia extensiva.

É preciso repensar o futuro do mundo rural, cada vez com menos gente habitante, além das grandes urbanizações criadas para lazer e gozo estival ou de fim de semana. O assunto requer algo mais que um tuit de quem teoriza sobre o assunto desde o asfalto das cidades.

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Nota do editor: O AR NEWS 24H publica conteúdos baseados em fontes externas. As informações e opiniões presentes no material original são de responsabilidade de seus respectivos autores. Este conteúdo foi traduzido e adaptado para o português do Brasil com auxílio de ferramentas automatizadas.

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