Governo Trump Amplia Sanções Contra Entidades Cubanas e Endurece Pressão Sobre Havana
A administração do presidente Donald Trump anunciou uma nova rodada de sanções contra entidades ligadas ao governo cubano, reforçando sua política de pressão econômica e diplomática contra o regime de Havana.
O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que classificou Cuba como um centro histórico de apoio a movimentos revolucionários e grupos de orientação marxista em diversas regiões do mundo. Segundo Rubio, as novas medidas têm como objetivo atingir estruturas que, na avaliação de Washington, financiam e dão suporte a operações de influência política e atividades consideradas subversivas pelos Estados Unidos.
Entre as entidades atingidas estão o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (MINFAR), o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), a empresa Amistur Cuba S.A., os Comitês para a Defesa da Revolução (CDR) e a Minera La Victoria S.A.
De acordo com o Departamento de Estado, empresas, bancos e instituições financeiras estrangeiras que mantenham relações comerciais ou prestem serviços às entidades sancionadas poderão ser alvo de medidas restritivas adicionais. O governo norte-americano afirmou que espera que instituições internacionais suspendam imediatamente atividades que envolvam os organismos incluídos na nova lista.
Rubio declarou que a administração Trump pretende impedir que governos considerados hostis aos interesses norte-americanos ampliem sua influência no hemisfério ocidental. Em sua manifestação, o secretário acusou o governo cubano de promover operações de influência política e de apoiar movimentos ideológicos alinhados à chamada "revolução cubana" em diferentes países.
As novas sanções representam mais um capítulo na longa disputa entre Washington e Havana. As relações entre os dois países permanecem marcadas por décadas de embargo econômico, divergências ideológicas e acusações mútuas envolvendo direitos humanos, segurança regional e interferência política.
O governo cubano ainda não havia divulgado uma resposta oficial detalhada às novas medidas no momento da publicação. Historicamente, Havana rejeita acusações de apoio ao terrorismo ou a atividades subversivas e afirma que as sanções impostas pelos Estados Unidos têm como objetivo sufocar economicamente a ilha.
Analistas observam que a decisão reforça a postura de linha dura adotada pela administração Trump em relação a governos socialistas da América Latina, especialmente Cuba, Venezuela e Nicarágua, ampliando as tensões diplomáticas na região.
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