O Departamento de Estado afirma que o PCC e o Comando Vermelho "comandam milhares de membros" com redes que se estendem aos Estados Unidos.
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EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas em medida inédita
O governo do presidente Donald Trump endureceu sua posição contra o narcotráfico brasileiro nesta quinta-feira ao designar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Segundo informações da Associated Press, as duas facções somam mais de 50 mil integrantes. Em comunicado oficial, o Departamento de Estado anunciou: "Hoje estamos designando o Comando Vermelho e o PCC como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e pretendemos classificá-los como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), com vigência a partir de 5 de junho de 2026."
O texto oficial destaca que "CV e PCC estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil, comandando milhares de membros e orquestrando ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis. Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras brasileiras, por toda a região e pelo país."
Pressão política e contexto eleitoral
A medida foi solicitada pessoalmente pelo senador Flávio Bolsonaro, que se reuniu com Trump na Casa Branca na última terça-feira. Pré-candidato à presidência, o senador de 45 anos publicou foto ao lado do presidente americano no Salão Oval, fazendo gesto de aprovação com o polegar.
"Fui especificamente pedir a ele que designasse o CV e o PCC como organizações terroristas, porque é isso que eles são", declarou Flávio a jornalistas em Washington.
A designação ocorre em ano eleitoral, com as eleições presidenciais brasileiras marcadas para outubro. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro têm pressionado os EUA a tomar essa medida como forma de expor as falhas na segurança pública do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca reeleição.
Posição do governo brasileiro
O governo Lula se opõe fortemente à classificação, sustentando que as facções são organizações criminosas fortemente armadas, e não grupos terroristas com motivação ideológica.
Defensores da medida argumentam que PCC e CV operam além das fronteiras internacionais através do tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, contrabando de armas e controle territorial, características que os tornariam comparáveis a outros grupos transnacionais já classificados como terroristas pelos EUA.
Operações contra o crime organizado
Nesta semana, autoridades federais brasileiras lançaram uma grande operação contra redes de fraude e lavagem de dinheiro supostamente vinculadas ao PCC. Segundo a Associated Press, a investigação revelou bilhões de reais movimentados através de empresas fintech e estruturas de fachada.
No ano passado, outra operação desmantelou uma extensa rede criminosa infiltrada na indústria de combustíveis, resultando na apreensão de 1,2 bilhão de reais (aproximadamente US$ 220 milhões) em bens.
O Departamento de Estado reforçou que "o governo Trump continuará utilizando todas as ferramentas disponíveis para proteger a nação e os interesses de segurança nacional dos EUA, mantendo as drogas ilícitas fora das ruas americanas e interrompendo o fluxo de receita que financia narcoterroristas violentos."
NOTA:
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Baseado no texto da Fox News
Foto de Fabio Teixeira
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