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Uncisal segue sob incerteza após anúncio de corte de R$ 2 milhões pela Sesau

Por Redação do AR NEWS 24h, com base na Coluna do SINMED-AL de 22 de março de 2026

Maceió, 22 de março de 2026 -- A Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) vive, por enquanto, um momento de aparente trégua diante da ameaça de redução orçamentária anunciada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) no início de março. A medida, que previa corte mensal de R$ 2 milhões nos repasses à autarquia, gerou alerta imediato entre gestores, servidores e entidades de classe, por colocar em risco a manutenção de serviços essenciais prestados à população.

As unidades vinculadas à Uncisal  — são referências no atendimento de média e alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoas. Qualquer redução significativa de recursos, alertam especialistas, tende a comprometer desde a aquisição de insumos básicos até a realização de procedimentos cirúrgicos e atendimentos de urgência.


Sinmed cobra da ALE aprovação urgente de correção salarial para reduzir dependência de verbas complementares
Sinmed cobra da ALE aprovação urgente de correção salarial para reduzir dependência de verbas complementares

Impacto direto nos servidores

Além dos riscos à assistência, a medida afetaria diretamente a remuneração de médicos efetivos lotados nessas unidades. Muitos desses profissionais recebem complemento salarial proveniente dos repasses estaduais à Uncisal, valor que integra sua renda mensal e, em diversos casos, mesmo assim já não compensa a defasagem do vencimento base da categoria.

Com o congelamento ou redução desses repasses, servidores que já atuam em condições desafiadoras passariam a enfrentar nova pressão financeira, sem que haja, até o momento, alternativa institucional para mitigar o impacto.

Correção salarial é demanda urgente

Diante desse cenário, o Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed) reforça a necessidade de que a Assembleia Legislativa do Estado (ALE) aprecie com urgência a correção do vencimento base da categoria. A medida, defendida pela entidade, permitiria que os profissionais não dependessem de complementos salariais vinculados a repasses instáveis, conferindo maior segurança financeira e estabilidade à carreira.

"É urgente que a ALE aprove correção do nosso vencimento base, assim ninguém dependerá de complemento salarial", destaca o texto da coluna publicada pelo Sinmed neste domingo (22).

Incerteza permanece

Apesar da suspensão momentânea do corte, não há, até a presente data, garantia formal de que a redução de R$ 2 milhões mensais não será retomada. A ausência de comunicação oficial e de diálogo estruturado com as entidades representativas alimenta a insegurança entre os servidores e compromete o planejamento das unidades.

O Sinmed reitera que a defesa do orçamento da Uncisal não é apenas uma pauta corporativa, mas uma questão de interesse público. Manter o pleno funcionamento das unidades vinculadas à autarquia significa preservar o acesso da população alagoana a serviços de saúde qualificados e humanizados.
A entidade segue acompanhando os desdobramentos do caso e cobrando posicionamento claro do governo do estado e da Sesau sobre o futuro dos repasses à Uncisal. Enquanto isso, servidores e gestores seguem trabalhando para garantir, com recursos cada vez mais escassos, que a assistência à população não seja interrompida.

 PALAVRAS-CHAVE:
📙 GLOSSÁRIO:
🖥️ FONTES:

SINMED ALAGOAS

"TRÉGUA?

Por enquanto, a Uncisal está “livre” da ameaça do corte em seu orçamento? A Sesau chegou a anunciar, no início desse mês de março, redução de R$ 2 milhões mensais, o que inviabilizaria vários custos necessários ao pleno funcionamento da instituição. Os serviços prestados à população nas unidades da autarquia (MESM, HEHA e HEPR), possivelmente seriam sacrificados. Em qualquer época essa medida acarretará consequência danosa. Como sempre, os mais prejudicados seriam os médicos efetivos que recebem um complemento salarial, vindo desse repasse da fonte estadual. É urgente que a ALE aprove correção do nosso vencimento base, assim ninguém dependerá de complemento salarial."

NOTA:
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