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Maceió AL - -

Macacões que não chegam, ar-condicionado quebrado e salário em risco: qual é o futuro do SAMU-AL?

SINDPREV cobra melhorias no SAMU-AL e aponta divergência em cadastro funcional de servidores

Maceió, 20 de março de 2026 — Diretores do Sindicato dos Servidores Públicos da Previdência e Assistência Social de Alagoas (SINDPREV-AL) participaram, no último dia 9 de março, de reunião com a direção do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para cobrar soluções urgentes para as condições de trabalho da categoria. O encontro, marcado por tensões, expôs problemas estruturais que, segundo a entidade, persistem há meses sem resposta efetiva da Secretaria Estadual de Saúde (SESAU).


Reunião SINDPREV E COORDENADORES DO SAMU ALAGOAS
Reunião SINDPREV E COORDENADORES DO SAMU ALAGOAS


A delegação sindical foi composta pelo presidente Célio dos Santos, pelo diretor Leonardo Correia e pelas diretoras Leopoldina Graça e Solange Chagas. Na pauta, duas demandas centrais: a precarização das condições operacionais do SAMU e uma divergência técnica no cadastro funcional dos servidores na Carteira Digital do governo federal (gov.br).

Paulo César da Silva Ribeiro (coordenador de administração)
Paulo César da Silva Ribeiro (coordenador de administração)


Condições de trabalho: "Péssimas há meses", denuncia sindicato

De acordo com o SINDPREV-AL, os trabalhadores do SAMU enfrentam há pelo menos sete meses um cenário de desgaste físico e mental agravado por falhas na infraestrutura. Entre os problemas relatados estão:

  • Falta de manutenção em equipamentos de climatização, expondo equipes a temperaturas extremas em plantões de até 24 horas;
  • Atraso ou não entrega de EPIs e uniformes, com destaque para a promessa de 1.500 macacões que, segundo o sindicato, "até agora não chegou" às bases de Maceió;
  • Falta de reposição de materiais de consumo, como luvas, máscaras e álcool em gel, essenciais para a segurança sanitária.
"Não é possível que profissionais que salvam vidas diariamente precisem lutar por condições mínimas de dignidade. A SESAU precisa assumir sua responsabilidade."

— Célio dos Santos, presidente do SINDPREV-AL

Franklin Bruno Santos Pereira (assessor da direção)
Franklin Bruno Santos Pereira (assessor da direção)


Divergência na Carteira Digital gov.br: quem corrige o cadastro?

Cadastro errado no gov.br trava direitos de servidores do SAMU; entenda a batalha burocrática entre SESAU e SEPLAG

Outro ponto crítico levantado pelo sindicato foi a inconsistência entre o cargo registrado na Carteira Funcional Especial Digital (disponível no portal gov.br) e o cargo para o qual o servidor foi aprovado em concurso público. A situação gera insegurança jurídica e pode impactar direitos como progressão funcional, aposentadoria e acesso a benefícios.


José Carlos (coordenador de Recursos Humanos – RH)
José Carlos (coordenador de Recursos Humanos – RH)


Durante a reunião, o coordenador de Recursos Humanos do SAMU, José Carlos, esclareceu que o cadastro inicial dos servidores segue duas vias distintas:

Tipo de Vínculo Órgão Responsável pelo Cadastro Quem pode alterar
Precário / Temporário SESAU SESAU
Efetivo / Concursado SEPLAG (Secretaria de Planejamento e Gestão) SEPLAG

Segundo José Carlos, o SAMU atua apenas como "unidade requisitante", sem poder para modificar diretamente os dados no sistema federal. "A correção precisa ser solicitada pelo órgão de origem do vínculo. Nós encaminhamos as demandas, mas a competência é da SESAU ou da SEPLAG", explicou.

O SINDPREV-AL anunciou que irá protocolar um ofício conjunto à SESAU e à SEPLAG exigindo um fluxo claro e prazos para regularização dos cadastros divergentes.


José Robson Ataíde (coordenador de Frota)
José Robson Ataíde (coordenador de Frota)


Histórico de cobranças e pressão por respostas

Esta não é a primeira vez que o SINDPREV-AL leva ao debate público as condições do SAMU-AL. Em 2024, o Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou procedimento para apurar denúncias de precarização do serviço. Para os próximos 30 dias, o SINDPREV-AL prevê:

  1. Reunião técnica com SEPLAG para tratar exclusivamente das divergências cadastrais no gov.br;
  2. Vistoria in loco, com possível participação do MPT, para documentar as condições das bases do SAMU;
  3. Campanha de pressão nas redes sociais, com a hashtag #SAMURespeita;
  4. Encaminhamento de denúncia à Controladoria Geral do Estado (CGE-AL) caso não haja resposta concreta sobre a entrega dos EPIs prometidos.

O que dizem os trabalhadores

Em depoimento extraoficial à reportagem, um socorrista que pediu para não ser identificado relatou: "A gente entra no plantão sem saber se vai ter ar-condicionado funcionando, se o macacão está limpo, se tem luva suficiente. É um desgaste que não deveria existir. A reunião com o sindicato é importante, mas a gente precisa de ação, não só de promessa".

Outra servidora, lotada na central de regulação, destacou a preocupação com o cadastro funcional: "Se o meu cargo está errado no sistema do governo, como fica minha aposentadoria? Como fica meu direito a progressão? Isso não é detalhe, é vida".

Próximos passos e como acompanhar

O SINDPREV-AL informou que divulgará em seu site e redes sociais (@sindpreval) a íntegra das cobranças enviadas à SESAU e à SEPLAG, bem como eventuais respostas recebidas. Servidores que identificarem divergências em seu cadastro no gov.br podem buscar orientação diretamente na sede do sindicato, em Maceió, ou pelo e-mail de assessoria jurídica.

A reportagem seguirá acompanhando o desdobramento das demandas e buscará novas manifestações oficiais da SESAU e da SEPLAG.


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Fontes consultadas: Site oficial do SINDPREV-AL , Portal do Servidor Federal (gov.br) , comunicados da SESAU-AL , registros públicos do MPT .
Verificação: Informações cruzadas em 20 de março de 2026.
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Fontes: SINDPREV-AL, Portal Gov.br, SESAU-AL.

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