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FENASPS acusa GEAP de reajuste abusivo de 31% e descumprimento de liminar no Congresso

GEAP é acusada de política etarista e descumprir decisão da Justiça do DF | Mídia Livre

GEAP é acusada de política etarista e descumprir decisão da Justiça do DF

FENASPS denuncia reajuste de até 31% e exclusão de idosos no plano de saúde dos servidores públicos

📅 19 de março de 2026 | 📍 Brasília, DF | ✍️ Redação Mídia Livre

Brasília, 19 de março de 2026 — Integrantes do plantão da Federação Nacional dos Servidores Públicos de Seguridade e Previdência Social (FENASPS) realizam nesta semana atividades de pressão no Congresso Nacional, buscando apoio de parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para combater o que a entidade classifica como "reajuste abusivo" nas mensalidades do plano de saúde GEAP.


FENASPS denuncia que GEAP mantém cobrança ilegal mesmo com liminar do TJDFT
FENASPS denuncia que GEAP mantém cobrança ilegal mesmo com liminar do TJDFT


A denúncia central

Segundo a FENASPS, a atual direção da GEAP, em articulação com representantes do Conselho de Administração (CONAD), estaria implementando uma política "discriminatória e etarista", com foco na exclusão de idosos e servidores com menores salários do plano de saúde. A entidade afirma que os reajustes aplicados podem chegar a 31% sobre os valores das mensalidades, percentual considerado muito acima dos índices inflacionários.

"As ações dos burocratas da direção da GEAP demonstram que esta direção e os representantes do Conad agem contra os participantes do plano"

— Nota oficial da FENASPS

Liminar judicial em questão

O ponto mais crítico da controvérsia envolve o suposto descumprimento de decisão judicial. A assessoria jurídica da FENASPS obteve liminar no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), processo nº 0755031-21.2025.8.07.0000, publicada em 19 de dezembro de 2025, que suspendeu a aplicação do reajuste considerado abusivo.

Apesar da decisão, a direção da GEAP teria mantido a cobrança dos novos valores nas mensalidades com vencimento em janeiro e fevereiro de 2026. Em resposta, a FENASPS peticionou novamente nos autos, requerendo que os servidores possam deixar de pagar a mensalidade de março/2026 ou tenham o desconto em folha suspenso provisoriamente, sem prejuízo, até que a operadora cumpra a determinação judicial.

Impactos relatados pelos servidores

Além do reajuste, a FENASPS reporta que diversos servidores estão recebendo comunicações da GEAP informando que pais, padrastos, mães e madrastas não poderiam mais permanecer como dependentes, devendo ser incluídos como "agregados" — modalidade que, segundo a entidade, encarece significativamente a participação no plano.

A federação também alerta para reclamações em todo o país sobre hospitais, laboratórios e clínicas suspendendo atendimentos a beneficiários da GEAP, situação que, segundo a entidade, não estaria sendo devidamente enfrentada pela atual gestão.

Ações da GEAP denunciadas pela FENASPS

Ação da GEAP Alvo Principal Justificativa Alegada pela FENASPS
Reajuste de mensalidades de até 31% Idosos e servidores com menores salários "Abusivo" e "discriminatório", com objetivo de segmentar a base de participantes
Alteração no status de dependentes Pais, padrastos, mães e madrastas Classificação como "agregados" para encarecer a participação
Descumprimento de liminar judicial Todos os beneficiários Violação da ordem judicial que suspendeu o reajuste abusivo

Próximos passos e orientações

A FENASPS informou que levará as demandas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e orienta servidores e sindicatos filiados a registrarem denúncias também nos PROCONs estaduais e na própria ANS.

Paralelamente, a entidade protocolou ofícios a parlamentares como o senador Randolph Rodrigues (PL-RO) e os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ), Antônio Tadeu Veneri (PT-PR), Heloísa Helena (PSOL-MG) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP), solicitando apoio político para responsabilizar os gestores do plano e reverter as medidas contestadas.

Posição da GEAP

Até o fechamento desta reportagem, a assessoria de comunicação da GEAP não havia respondido às solicitações de manifestação sobre as acusações de descumprimento da liminar e sobre os critérios utilizados para os reajustes aplicados em 2026.

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Fontes consultadas: FENASPS, Sindprev-ES, Sindprevs-SC, Extra/Globo | Informações verificadas em 19 de março de 2026

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