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Colapso no HMC: Salários atrasados e falta de remédios críticos em Maceió

Crise Humanitária no HMC: Cinco meses de salários atrasados e falta de insumos básicos colocam em risco vidas em Maceió

Por Redação AR NEWS 24h
Atualizado em 10 de maio de 2026, às 14:30

O Hospital Médico Cirúrgico (HMC) de Maceió, unidade estratégica que atua como retaguarda para o Hospital Geral do Estado (HGE) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), vive um colapso operacional sem precedentes. Denúncias graves recebidas pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed AL) apontam para uma situação crítica que combina atraso salarial prolongado com a escassez alarmante de medicamentos e insumos essenciais, colocando em risco direto a segurança dos pacientes e a saúde mental dos profissionais.


Retaguarda do HGE em colapso: HMC enfrenta desabastecimento total
Retaguarda do HGE em colapso: HMC enfrenta desabastecimento total



Segundo o sindicato, os trabalhadores da unidade estão há cinco meses sem receber seus salários integralmente. A instabilidade financeira dos profissionais se soma a um cenário hospitalar precário, onde a falta de repasses regulares de incentivos por parte da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) é citada como a causa raiz do desabastecimento.

O Colapso dos Insumos Básicos

A reportagem teve acesso a relatos que detalham a ausência de itens considerados fundamentais para qualquer atendimento médico, mesmo em situações de rotina. Entre os materiais em falta estão soro fisiológico, seringas de insulina e kits de acesso central, essenciais para a administração de medicamentos venosos.
No que tange à farmacologia, a situação é descrita como "alarmante". Medicamentos básicos para controle de dor e febre, como dipirona, paracetamol, ibuprofeno e simeticona, estão indisponíveis. Mais grave ainda é a falta recorrente de antibióticos, incluindo a Ceftriaxona e outros de amplo espectro. A ausência desses fármacos compromete o tratamento de infecções bacterianas, especialmente aquelas causadas por cepas mais resistentes, comuns em ambientes hospitalares.

Estrutura Insuficiente para Demanda Complexa

O HMC possui 50 leitos clínico-cirúrgicos, operando sem suporte de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar dessa limitação estrutural, a unidade recebe pacientes em estado grave encaminhados pelo HGE e pelas UPAs. A relação profissional-paciente é tensa: são apenas dois médicos por plantão para atender toda a demanda da enfermaria, uma proporção considerada insuficiente pelos especialistas diante da complexidade dos casos atendidos.
O Sinmed AL reforça que o problema não é novo, mas atingiu um ponto de ruptura. A entidade cobra soluções imediatas da Sesau, alertando que a continuidade desse quadro pode resultar em óbitos evitáveis e no êxodo em massa de profissionais qualificados, deixando a população de Maceió ainda mais desassistida.

Equipe de Clínica Médica do HMC
Equipe de Clínica Médica do HMC ao CREMAL


Denúncia da Equipe de Clínica Médica do HMC

Ao Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CREMAL)
Assunto: Atraso salarial e precariedade no ambiente de trabalho

Viemos, por meio desta, dar ciência ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Alagoas (CREMAL) acerca da situação vivenciada pelos médicos generalistas que atuam no Hospital Médico Cirúrgico (HMC), em Maceió/AL.

Atualmente, enfrentamos atraso salarial de cinco meses, sendo o último pagamento recebido referente à folha de novembro de 2025, o qual somente foi quitado no mês de março de 2026. Ressalte-se que existem outros atrasos anteriores; porém, para fins desta comunicação, destacamos especificamente esse período recente. Tal situação tem gerado grande insegurança e dificuldade para os profissionais, que, além de não receberem pelos serviços prestados, são constantemente ameaçados de substituição em suas escalas por novos médicos.

Observa-se, pelo histórico da instituição, a existência de um padrão recorrente na gestão de pessoal médico, caracterizado pela contratação de novos profissionais, início de atrasos salariais, posterior desligamento desses médicos diante da inadimplência e nova contratação de outros profissionais, reiniciando o mesmo ciclo de inadimplemento.

Cumpre salientar que a maioria dos médicos atualmente vinculados ao serviço não deseja se desligar da instituição, mas apenas receber regularmente pelos serviços já prestados e manter suas atividades profissionais em condições adequadas.

Além disso, sempre que reivindicamos o recebimento dos valores devidos e a melhoria das condições de trabalho, somos ameaçados de demissão em massa, o que compromete a integridade da equipe médica.

Outro ponto de extrema gravidade refere-se à recorrente falta de insumos básicos, como soro fisiológico, antibióticos e outros medicamentos essenciais, o que tem comprometido a prática médica e colocado os profissionais em situação de vulnerabilidade perante pacientes e acompanhantes, que, por vezes, atribuem aos médicos a responsabilidade pelas falhas.

Diante do exposto, solicitamos orientação deste Conselho quanto às medidas cabíveis, bem como a possível realização de fiscalização junto ao HMC, com vistas à formalização de termo de conduta por parte da instituição, que assegure o pagamento dos salários em atraso e a garantia dos vencimentos futuros, além da regularização das condições mínimas para o exercício da medicina.

Sem mais para o momento, renovamos votos de elevada consideração.

Desde já agradecemos a colaboração e aguardamos resposta.

Equipe Clínica Médica do HMC

Maceió/AL, 05 de maio de 2026.



Até o fechamento desta matéria, a Sesau não se pronunciou oficialmente sobre as novas denúncias ou sobre um cronograma para regularização dos repasses e pagamentos.
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NOTA:
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🔑PALAVRAS-CHAVE:
Saúde Pública, HMC Maceió, Sinmed AL, Atraso Salarial, Falta de Insumos, Sesau, Hospital Médico Cirúrgico, Crise Hospitalar, Medicamentos em Falta, Alagoas
📙 GLOSSÁRIO:
Sinmed AL: Sindicato dos Médicos de Alagoas, entidade de classe que representa os profissionais da medicina no estado.
HMC: Hospital Médico Cirúrgico, unidade de saúde em Maceió focada em procedimentos clínicos e cirúrgicos de média complexidade.
Sesau: Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas, órgão responsável pela gestão da saúde pública no estado.
HGE: Hospital Geral do Estado, principal unidade de referência para trauma e alta complexidade em Alagoas.
Insumos: Materiais necessários para a realização de procedimentos médicos, como seringas, soros e kits.
Antibióticos de Amplo Espectro: Medicamentos capazes de atuar contra uma vasta gama de bactérias, usados em infecções graves ou quando o agente causador não foi identificado.
🖥️ FONTES :
SINMED AL ; Imagem Representativa por AI; 
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