A visão de Zaina Arafat
Na capa da revista *New York*, a jornalista Zaina Arafat – nascida nos subúrbios de Washington, D. C., mas autodenominada SWANA, sigla que hoje representa Sudoeste Asiático e Norte da África – celebra a ideia de que Nova York se transformou na “Cidade de Habibi”, um enclave completo da comunidade SWANA. Arafat descreve um dia típico na metrópole, relatando a presença de um workshop para crianças em uma livraria libanesa dedicado à cultura do Oriente Médio, seguido de uma angariação de fundos para Gaza em um “clube de jantar sírio dirigido por mulheres”. Ao vivenciar essas atividades, ela afirma sentir‑se “como se estivesse no blād”, expressão que significa “em casa, no exterior”.
Mesmo reconhecendo que o verdadeiro blād, para Arafat, fica a três horas de viagem de Acela, surge a questão maior: se tudo o que importa é a cultura nativa e o desejo de preencher cada momento com sensações SWANA, por que não retornar ao SWANA, onde a identidade se manifesta de forma plena e incontestável?
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