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O Irã intensificou o confronto com os Estados Unidos, afirmando que as novas sanções econômicas de Trump "fracassarão".

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 3 min de leitura
FOTO DE ARQUIVO - O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, participa de uma coletiva de imprensa ao lado do Ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad…
FOTO DE ARQUIVO - O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, participa de uma coletiva de imprensa ao lado do Ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad…

O regime iraniano rejeitou no domingo a ameaça dos. Estados. Unidos de novas sanções econômicas, afirmando que as medidas anunciadas por Washington não levariam Teerã à ruína. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, sustentou que a decisão dos EUA reflete suas dificuldades em alcançar seus objetivos por meio da pressão exercida até o momento e defendeu uma solução negociada para o conflito.

Araqchi questionou o retorno de Washington às sanções após meses de confronto militar. Em uma mensagem transmitida pelo Telegram, ele descreveu a estratégia dos EUA como uma repetição de táticas de pressão já utilizadas.

O fato de terem passado de operações militares para propor os mesmos planos antigos mostra que estão desesperados A declaração veio após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, apresentar uma prévia das novas medidas contra o Irã que, segundo ele, serão "as sanções mais duras da história." Bessent deve detalhar o alcance da nova ofensiva econômica nesta segunda-feira.

O governo Trump busca ampliar o isolamento financeiro e comercial do Irã e também pressionar os países que mantêm laços econômicos com Teerã. O presidente dos EUA alertou que haverá consequências para qualquer Estado que forneça "qualquer tipo de apoio financeiro ao Irã." Um dos principais alvos de Washington é a China, principal destino das exportações de petróleo iranianas. A pressão sobre compradores e empresas ligadas ao comércio de petróleo bruto pode se tornar um dos elementos centrais da nova estratégia dos EUA.

Para Teerã, no entanto, as sanções fazem parte de uma política que não conseguiu mudar a posição de suas autoridades. Araqchi afirmou que o Irã já enfrentou bloqueios e ações militares anteriores sem abandonar seus objetivos.

Nunca tivemos medo. Todas as ações do Irã, sejam bloqueios ou outras manobras militares, fracassaram, e esta nova iniciativa também fracassará.

A rejeição iraniana ocorre em um momento de forte declínio econômico. Restrições internacionais já afetam setores-chave da economia iraniana, enquanto o conflito que começou no final de fevereiro causou ainda mais danos à infraestrutura e às capacidades militares. A situação foi ainda mais agravada pelas restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte global de petróleo.

A interrupção do tráfego de petróleo transformou o estreito em mais uma frente de pressão econômica. As restrições impostas por Teerã a certas embarcações reduziram o movimento de cargas e contribuíram para o aumento dos preços internacionais do petróleo bruto.

Apesar desse cenário, o regime iraniano tenta demonstrar que as novas sanções não mudarão sua posição. O presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que Teerã recebeu mensagens de países vizinhos interessados em estabelecer novos mecanismos de cooperação econômica e segurança regional.

Qalibaf não identificou publicamente esses governos, mas propôs uma maior integração econômica entre os países da região como alternativa à dependência de estruturas internacionais dominadas por Washington.

A dimensão diplomática também permanece em aberto. O chefe do exército paquistanês, Asim Munir, tem viagem marcada para Teerã nesta segunda-feira, como parte dos esforços de Islamabad para ajudar a reduzir as tensões regionais. Entre os assuntos que podem ser abordados está a ameaça de novas sanções americanas.

Ao mesmo tempo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, defende uma solução diplomática.

Embora seu regime mantenha uma postura de confronto com Washington, o presidente sugeriu que o conflito deveria terminar por meio de um acordo que permita ao Irã preservar seu poder de negociação.

Araqchi pediu aos Estados Unidos que tratem Teerã com respeito e busquem "uma solução baseada na justiça e na honra." O governo Trump, por sua vez, está preparando uma nova fase de pressão econômica enquanto o conflito continua sem uma solução definitiva. Os próximos passos determinarão até que ponto Washington poderá estender o isolamento do Irã e como Teerã responderá ao novo pacote de sanções.

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