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Netanyahu elogiou as novas sanções americanas contra o Irã e defendeu o aumento da pressão econômica sobre o regime.

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 4 min de leitura
Netanyahu elogiou as novas sanções americanas contra o Irã e defendeu o aumento da pressão econômica sobre o regime.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou as novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra o Irã na segunda-feira e apoiou a decisão de Washington de aumentar a pressão econômica sobre o regime de Teerã.

Vocês estão, com razão, exigindo um preço alto desta ditadura cruel e daqueles que apoiam sua contínua agressão", disse Netanyahu em uma declaração dirigida ao secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, após o anúncio das novas medidas contra o Irã.

As sanções anunciadas por Bessent visam cinco setores da economia iraniana: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. O Departamento do Tesouro afirma que essas áreas permitem que Teerã sustente uma economia fragilizada e contorne as restrições internacionais.

O apoio de Netanyahu veio depois que Bessent revelou uma nova ofensiva econômica contra o Irã e alertou que Washington buscaria cortar os canais financeiros que permitem ao regime iraniano manter suas operações.

"Em todo o mundo, nosso objetivo é cortar todas as linhas de vida econômica que sustentam este regime tirânico até que Teerã esteja completamente isolada." O Secretário do Tesouro também alertou empresas e entidades que mantêm laços econômicos com Teerã. "Qualquer relação econômica com este regime assassino exporá os responsáveis a todo o poder dos Estados Unidos." Bessent afirmou ainda que os Estados Unidos pretendem levar a pressão econômica contra o Irã às suas últimas consequências e assegurou que Washington busca "destruir a economia iraniana" por meio de uma campanha destinada a bloquear as fontes de financiamento do regime.

A nova estratégia inclui a expansão das sanções secundárias dos EUA aos cinco setores considerados fundamentais para as finanças iranianas. O Tesouro informou que as medidas visam áreas que, segundo Washington, são usadas por Teerã para sustentar sua economia e contornar restrições.

O Departamento do Tesouro emitiu determinações contra cinco setores críticos — ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo — que o regime iraniano utiliza para tentar sustentar sua economia em dificuldades. Bessent também anunciou sanções contra mais de 60 entidades, indivíduos e embarcações localizadas em vários países, que Washington acusa de facilitar o acesso do Irã à tecnologia relacionada aos seus programas nucleares e de mísseis. A pressão dos EUA também pode se estender a instituições financeiras estrangeiras que mantêm laços com as operações iranianas. Questionado sobre a possibilidade de sancionar bancos chineses envolvidos no processamento das vendas de petróleo iraniano, Bessent respondeu que "ninguém está fora do alcance das sanções dos EUA."

Embora tenha evitado mencionar diretamente a China, o Secretário do Tesouro afirmou que Washington busca resolver esses tipos de situações por meio de canais diplomáticos. "A melhor maneira de se engajar com os países é por meio da diplomacia discreta", declarou. O Departamento do Tesouro descreveu as novas medidas como um "Dia D econômico" contra Teerã. A estratégia visa empresas, bancos, intermediários e outros atores que contribuem para manter os canais comerciais e monetários abertos para o Irã.

Bessent também observou que. O presidente Donald Trump está intervindo diretamente para pressionar outros governos a reduzirem ou suspenderem seus laços com Teerã. Segundo o funcionário, o presidente manteve conversas com líderes internacionais, instando-os a romper relações com o Irã.

O secretário do Tesouro citou os Emirados Árabes Unidos como exemplo desses esforços e afirmou que o país anunciou na semana passada a suspensão, por tempo indeterminado, de suas operações comerciais e financeiras com o Irã.

Bessent enfatizou ainda o papel de Trump nessas discussões.

Tenho certeza de que o presidente, como todos sabem, é bastante persuasivo", afirmou. De Teerã, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, questionou a nova ofensiva econômica dos EUA. Em uma mensagem publicada nesta segunda-feira no jornal X, ele afirmou que os Estados Unidos não têm capacidade econômica para continuar restringindo os laços do Irã com outros países.

Qalibaf também afirmou que os países que mantêm relações comerciais com Teerã ignorarão os avisos dos EUA e continuarão a defender seus próprios interesses comerciais, apesar do endurecimento das sanções.

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