
Há 3.649 espetáculos no Fringe este ano, mas quantos incorporam seu espírito de experimentação radical? Fiz uma jornada através de espuma, lubrificante e sangue para descobrir. Em algum lugar de Edimburgo, um homem está bebendo a própria urina. Em outro lugar, a história de uma seita religiosa que ordena a seus seguidores que usem "plugs anais" se desenrola como um musical. Em outra sala, um comediante canta a mesma música repetidamente por uma hora. São espetáculos como esses que sustentaram a tradição acolhedoramente estranha e incontrolável do Festival Fringe de Edimburgo. Nos últimos anos, porém, o evento anual tem sido acusado de se tornar uma entidade cada vez mais comercialmente astuta. O experimentalismo radical pode até estar intacto, mas será que agora ele se encontra à margem do Fringe, em vez de em seu centro?