Passados mais de 14 anos do assassinato do médico do HGE, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e vereador de Anadia, Luiz Ferreira de Souza, o caso permanece parcialmente sem desfecho definitivo. Embora os executores e intermediários já tenham sido julgados e condenados, a acusada apontada como mandante do crime ainda não foi levada a júri popular.
Luiz Ferreira foi executado em 3 de setembro de 2011, com cerca de 12 a 13 tiros, em uma emboscada na estrada. Os criminosos simularam que uma pessoa precisava de socorro médico. Como médico, ele parou o veículo para prestar atendimento e foi surpreendido pelos atiradores. O crime ocorreu logo após o vereador participar de um programa de rádio em Maribondo, onde anunciou que seria candidato à Prefeitura de Anadia.
Motivação política e investigação
O inquérito conduzido pela Polícia Civil e a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL) apontaram motivação política. Luiz Ferreira era vereador de oposição e denunciava supostas irregularidades na administração municipal, incluindo desvios de recursos públicos.
A então prefeita de Anadia, Sânia Tereza Palmeira de Barros, foi denunciada como mandante do crime. Segundo a acusação, o assassinato teria sido articulado com apoio do ex-marido, Alessander Ferreira Leal, e executado por pistoleiros mediante pagamento de R$ 5 mil.
Executores já condenados
Entre 2017 e 2019, vários acusados foram julgados em júris populares e condenados:
Fevereiro de 2017:
Alessander Ferreira Leal, Tiago dos Santos Campos e Everton Santos de Almeida foram condenados, com penas que, somadas, chegaram a aproximadamente 95 anos de prisão.
Alessander recebeu pena superior a 32 anos de reclusão.
Dezembro de 2019:
Adailton Ferreira foi condenado a 22 anos e 6 meses de prisão.
Ao menos quatro envolvidos diretos na execução do crime já foram condenados e cumprem pena.
Vídeo de Dezembro de 2019 : Acusado de matar vereador de Anadia é julgado em Maceió
Mandante segue sem julgamento
Apesar das condenações dos executores, a situação da acusada como mandante permanece indefinida. Até setembro de 2025, Sânia Tereza não havia sido submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri. Ela permanece em prisão domiciliar preventiva há anos.
O processo segue tramitando, com previsão de remessa à 9ª Vara Criminal de Maceió para eventual julgamento, mas sem data confirmada. Até o momento, não há registro de condenação ou absolvição.
Mobilização por justiça
O assassinato de Luiz Ferreira tornou-se símbolo da luta contra a violência política e contra a impunidade em Alagoas. Para familiares e apoiadores, a ausência de julgamento da acusada como mandante representa uma ferida aberta que impede o encerramento definitivo do luto.
Mais de uma década depois, o caso ainda é citado como exemplo emblemático da morosidade judicial em crimes de natureza política no estado.
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