A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou recentemente a identificação de uma nova cepa recombinante do vírus mpox, que combina elementos genéticos de duas variantes conhecidas, os clados Ib e IIb. Até o momento, foram registrados dois casos dessa nova variante, um no Reino Unido e outro na Índia. Ambos os pacientes apresentaram histórico de viagens e não mostraram sinais de doença grave.
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A OMS destacou que a recombinação é um processo natural que ocorre quando dois vírus relacionados infectam a mesma pessoa e trocam material genético, resultando em uma nova variante. Apesar da detecção dessa nova cepa, a organização afirmou que ainda não há evidências de que ela seja mais transmissível ou grave do que as variantes anteriores. A avaliação de risco geral permanece inalterada, sendo considerada moderada para grupos específicos, como homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo, e baixa para a população em geral.
O risco associado ao mpox (anteriormente conhecido como monkeypox) após o Carnaval é uma preocupação crescente, especialmente com a recente identificação de uma nova cepa recombinante do vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que dois casos dessa nova variante foram detectados, um no Reino Unido e outro na Índia, ambos relacionados a viagens internacionais. Embora os pacientes não tenham apresentado doenças graves, a OMS enfatiza a importância da vigilância contínua.
Avaliação de Risco
Atualmente, a avaliação de risco da OMS para o mpox permanece inalterada. O risco é considerado moderado para grupos específicos, como homens que fazem sexo com homens com múltiplos parceiros e profissionais do sexo, enquanto é considerado baixo para a população em geral sem fatores de risco específicos. A transmissão do vírus ocorre principalmente através de contato próximo, incluindo contato sexual, e pode ser facilitada por eventos sociais como o Carnaval, onde a interação próxima é comum.
Medidas de Prevenção
Diante do aumento potencial de casos após grandes eventos, é crucial que as pessoas adotem medidas de prevenção, como:
Vacinação: Aqueles que estão em grupos de risco devem se vacinar para reduzir a probabilidade de infecção.
Higiene: Manter boas práticas de higiene, como lavar as mãos frequentemente e evitar o compartilhamento de objetos pessoais.
Monitoramento de Sintomas: Estar atento a sintomas como febre, dor de cabeça, e erupções cutâneas, e buscar atendimento médico se necessário.
Vigilância Epidemiológica: As autoridades de saúde devem continuar a monitorar a situação e realizar rastreamento de contatos para evitar a propagação do vírus.
Com a nova cepa em circulação, a vigilância e a conscientização são essenciais para mitigar o risco de infecções adicionais, especialmente em contextos de grande aglomeração como o Carnaval.
A OMS pediu que as autoridades de saúde mantenham vigilância contínua sobre a situação, enfatizando a importância do monitoramento epidemiológico, sequenciamento genético e vacinação de grupos prioritários. A organização também alertou que não há necessidade de restrições de viagem ou comércio com base nas informações atuais.