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Vladimir Putin chega à China para o fórum do Cinturão e Rota

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Vladimir Putin, da Rússia, chega a Pequim na terça-feira para reuniões com Xi Jinping e um fórum da Iniciativa do Cinturão e Rota 


"O líder russo, Vladimir Putin, desembarcou na China nesta terça-feira para se reunir com seu "querido amigo" Xi Jinping, fortalecendo assim os laços em uma cúpula ofuscada pelo conflito entre Israel e Hamas. Esta semana, a China hospeda representantes de 130 nações em um fórum da ambiciosa Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI) do Presidente Xi, focada em comércio e infraestrutura. Entre os convidados proeminentes está Putin, em sua primeira visita a uma grande potência global desde que a invasão da Ucrânia o isolou internacionalmente. Nos bastidores do fórum, o Kremlin anunciou conversas entre Putin e Xi, enquanto a guerra entre Israel e o grupo militante palestino Hamas paira sobre a cúpula. O Kremlin, em comunicado, afirmou que "atenção especial será dada a questões internacionais e regionais", sem oferecer mais detalhes.

Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, se aliaram a Israel desde 7 de outubro, quando o Hamas lançou seu ataque mais mortal na história do país. Este ataque, envolvendo disparos, esfaqueamentos e incêndios que resultaram na morte de mais de 1.400 pessoas, principalmente civis, provocou uma reação de choque. Os Estados Unidos instaram a China a usar sua influência para reduzir a intensidade do conflito, que forçou mais de um milhão de pessoas na Faixa de Gaza a fugirem de suas casas sob os implacáveis bombardeios israelenses. Este ano, a China mediou um acordo entre o Irã, principal apoiador do Hamas, e seu rival regional, Arábia Saudita, e enviará seu enviado para o Oriente Médio, Zhai Jun, para pressionar por um cessar-fogo e negociações de paz. Detalhes exatos sobre a viagem de Zhai não foram divulgados, embora a emissora estatal chinesa CCTV tenha indicado que ele buscará um cessar-fogo e negociações de paz.

Apesar das boas relações tradicionais entre Rússia, Israel e Palestina, Moscou pediu por um "cessar-fogo imediato" no conflito. Em Pequim, Putin tem a tarefa de fortalecer os laços com seu vizinho comunista. No entanto, especialistas indicam que Moscou está se tornando cada vez mais um parceiro menor nesta relação. A China representa o maior parceiro comercial da Rússia, com o comércio entre os dois países alcançando a marca recorde de 190 bilhões de dólares no ano passado, segundo dados alfandegários de Pequim.

Pequim tem sido criticada pelo ocidente por sua posição aparentemente neutra sobre a guerra na Ucrânia. Enquanto a China insiste que mantém uma posição neutra, se abstendo de criticar Moscou por sua invasão, o mundo observa com atenção. Embora a cúpula da BRI forneça uma nova plataforma para Putin e Xi demonstrarem sua aliança, especialistas não esperam que sejam anunciados novos acordos significativos. "A Rússia está ciente de que a China não tem interesse em firmar acordos grandiosos publicamente", afirmou Alexander Gabuev, diretor do Carnegie Russia Eurasia Center, à AFP. Ele acrescentou: "A China detém todas as cartas."

Xi iniciou a cúpula na terça-feira com reuniões com os presidentes do Chile e do Cazaquistão, Gabriel Boric e Kassym-Jomart Tokayev, conforme relatado pela mídia estatal chinesa. Antes do fórum, os principais diplomatas da China e da Rússia alinharam suas posições em Pequim na segunda-feira. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, expressou gratidão à China por convidar Putin como o "convidado principal" da cúpula, de acordo com um comunicado de Moscou, que anunciou posteriormente que o principal diplomata seguiria para a Coreia do Norte após Pequim. Putin e Xi devem discutir a totalidade de suas relações esta semana, afirmou Lavrov a Wang. Por sua vez, Wang expressou a apreciação da China pelo apoio russo à BRI.

Essas duas nações compartilham uma aliança simbiótica, com a China valorizando o papel da Rússia como um baluarte contra o Ocidente, enquanto Moscou se torna cada vez mais dependente da generosidade de Pequim em termos comerciais e geopolíticos. Desde a invasão russa na Ucrânia, Moscou se viu em uma posição de crescente dependência da China, uma dinâmica que não passa despercebida. Nas palavras de Bjorn Alexander Duben, da Universidade Chinesa de Jilin, "Moscou se encontra em uma situação sem precedentes, dependendo da China para sua sobrevivência comercial desde sua incursão total na Ucrânia." No centro dessa parceria está a relação entre Xi e Putin, que se descrevem como "amigos queridos". Nas palavras de Putin, "O presidente Xi Jinping me chama de amigo, e eu também o chamo de amigo", conforme expresso à emissora estatal chinesa CGTN antes de sua visita, segundo uma declaração do Kremlin."
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