
Segundo novos dados discretamente adicionados à base de baixas do Pentágono, houve 36 novos feridos nas últimas duas semanas, a maioria do Exército, com a retomada dos combates entre os Estados Unidos e o Irã no Golfo Pérsico. Isso eleva o número total de feridos para 794 e o de mortos para 18 desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
A Casa Branca, incluindo o vice-presidente JD Vance esta semana, gosta de dizer que isto não é "uma guerra", mas uma "operação".
No entanto, para os soldados, marinheiros e aviadores que foram mortos e feridos, essa semântica não tem o menor significado. Assim como a insistência do Pentágono em classificar as baixas ocorridas antes do "cessar-fogo" de julho como "Operação Epic Fury" e as posteriores como "Operações no Exterior." Essa distinção não faz diferença.
Acontece que o número de militares feridos neste último caso — 377, com quatro mortos — é quase tão grande quanto no primeiro. No período anterior a julho, houve 417 homens e mulheres feridos e sete mortos.
É uma grave afronta àqueles que servem e ao povo americano que os apoia, que políticos minimizem o que é claramente uma guerra, em uma tentativa de evitar o custo e as implicações políticas. O Irã vinha atacando instalações americanas no Bahrein, na Jordânia, no Iraque e no Kuwait em ataques retaliatórios na última semana. O fato de o Pentágono não divulgar onde, quando ou como esses homens e mulheres foram feridos é uma tentativa patética de ocultar a realidade e, no fim, terá o efeito contrário.
