
O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu com folga as eleições realizadas no domingo no estado alemão da Saxônia-Anhalt, conquistando um número histórico de 44% dos votos. A eleição representa o maior sucesso eleitoral do AfD desde sua fundação em 2013 e sugere que a mistura de nacionalismo, populismo e oposição à imigração em massa do partido de extrema-direita está cada vez mais popular entre os eleitores alemães.
Apesar de ter derrotado seus rivais — os próximos mais votados foram a União Democrata Cristã, com 17%, e o Partido Social-Democrata, com 9% — o AfD ainda pode não conseguir formar governo. É provável que fique a três cadeiras da maioria na legislatura estadual, e a maioria dos outros partidos alemães, que veem o AfD como uma ameaça à democracia, se comprometeu a excluí-lo do poder, mantendo uma espécie de "barreira" (embora o pequeno partido BSW não tenha descartado a cooperação, e também seja possível que o AfD consiga o apoio de parlamentares individualmente).
O resultado de domingo surge em meio ao que muitos consideram uma ascensão dos populistas de direita em toda a Europa: na França, Marine Le Pen parece ser a favorita para a eleição presidencial do próximo ano, enquanto no Reino Unido, pesquisas recentes mostram o Partido Reformista de Nigel Farage praticamente empatado com o Partido Trabalhista, que está no poder.
