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Esposa de PM morre em SP; policial alega suicídio, mas família contesta

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 3 min de leitura
Esposa de PM morre em SP; policial alega suicídio, mas família contesta
Larissa Cruz Morata foi encontrada morta na casa em que morava com o marido, o policial militar Vinícius Costa Silva, em Embu das Artes

A polícia investiga a morte de uma mulher de 29 anos, esposa de um policial militar, dentro de uma casa em Embu das Artes, na Grande São Paulo, ontem. O policial alegou que a vítima usou a arma dele para cometer suicídio, versão que a família nega.

Larissa Cruz Morata morreu com um tiro na cabeça no banheiro da casa em que morava com o policial. Quem acionou a PM foi o companheiro da vítima, identificado por parentes como Vinícius Costa Silva, que afirmou que achou a mulher morta ao acordar, na manhã de ontem.

À polícia, o PM também disse que Larissa sabia onde ele guardava a arma. Ele negou ter envolvimento com o crime e disse que eles não tinham desavenças.

O policial foi ouvido na noite de ontem e liberado em seguida. O UOL entrou em contato com um advogado que acompanhou Vinícius na delegacia. O espaço segue aberto para manifestação e será atualizado se houver posicionamento.

A arma usada no crime foi encontrada embaixo do corpo de Larissa. O revólver foi apreendido para a perícia, assim como coldre, carregador, munições e o estojo de munição deflagrado.

Família não acredita na hipótese de suicídio e afirma que Larissa contou, em ligação à avó horas antes de morrer, que tinha acabado o relacionamento com o PM. "Ela ligou entre oito e nove da manhã para falar que eles tinham terminado e que ela estava arrumando as coisas para ir embora com o filho para casa da avó. No fundo da ligação dava para ouvir o barulho de gente na casa", afirmou uma familiar da vítima ouvida pelo UOL.

A familiar também contou que o PM apressou a liberação do corpo de Larissa do Instituto Médico Legal e marcou um enterro sem avisar a nenhum parente dela. Eles temem que o corpo da vítima seja cremado para esconder evidências de um possível crime.

O homem tinha um histórico de violência e era agressivo, segundo os familiares de Larissa. Ele não permitia que a família visitasse Larissa e já teria se mudado mais de uma vez por "arrumar briga com todos e ameaçar as pessoas com armas".

A mulher deixa um filho de dois anos. A criança morava com o casal e está, até o momento, com a família materna. Segundo os parentes de Larissa, o PM disse que mandaria uma viatura para pegar o menino ainda na tarde de hoje.

Caso foi registrado como morte suspeita e a polícia pediu exames periciais nas mãos da vítima e do marido. Em nota enviada ao UOL, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que as investigações seguem para esclarecimento das circunstâncias do caso.

O corpo de Larissa será enterrado na tarde de hoje. O velório da mulher acontece no cemitério Valle dos Reis, em Taboão da Serra.

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