
Por um lado, a posição da grande mídia parece ser a de que todos os líderes deveriam enfatizar ainda mais que a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) salva vidas, que o calendário de vacinação infantil é perfeito e não pode ser aprimorado, e que precisamos de mais incentivos e coerção para vacinar, não menos. Por outro lado, temos vozes conservadoras que enfatizam a necessidade de autonomia e o empoderamento dos pais para que façam a escolha certa para seus filhos.
Primeiramente, preocupa-me o fato de as autoridades de saúde pública da Pensilvânia terem divulgado seletivamente apenas um fato sobre os dois indivíduos que morreram: que não estavam vacinados. Não sabemos suas idades, se pertenciam às comunidades Amish ou Menonita, por quanto tempo tiveram sarampo sem procurar atendimento médico, a natureza e a qualidade do atendimento médico que receberam ou se tinham problemas médicos crônicos. Todas essas informações são necessárias para entender o contexto adequadamente. Alguns alegaram que esses detalhes foram omitidos por motivos de privacidade — mas, se esse for o caso, por que o status de vacinação foi divulgado?. Um profissional de saúde avaliando uma criança com sintomas de sarampo em Spartanburg, Carolina do Sul, em 30 de janeiro de 2026. (Getty)
Duas mortes servem de lembrete de que, em relação às vacinas, a coerção não se compara à confiança.
Vinay Prasad é hematologista-oncologista e professor da Universidade da Califórnia, em Anteriormente, atuou como diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa de Produtos Biológicos da Food and Drug Administration (FDA).
