
A Meta, empresa proprietária do Facebook e do Instagram, chegou a um acordo na quarta-feira para pagar quase $16,7 bilhões em processos relacionados a alegações de que suas plataformas de mídia social prejudicaram crianças. Uma vez aprovado pelo tribunal, o acordo resolverá diversos processos federais movidos por dezenas de procuradores-gerais estaduais, que alegavam que a Meta deturpou os efeitos de seus produtos na saúde mental infantil, infringiu proteções de privacidade e violou leis de proteção ao consumidor.
A Meta também concordou com mudanças em seus produtos destinadas a limitar o potencial viciante de seus aplicativos, incluindo limites diários de duas horas, "bloqueios noturnos" para usuários menores de 18 anos e ferramentas adicionais de verificação de idade e controle parental. A empresa continua negando qualquer irregularidade.
O acordo de quarta-feira é visto por muitos como um indicador para a indústria de mídias sociais, cujos produtos estão sendo cada vez mais criticados por representarem riscos à saúde pública (uma abordagem que alguns comparam à utilizada em campanhas bem-sucedidas contra a indústria do tabaco). A decisão segue uma sentença contra a Meta em um processo separado no início deste ano, no qual um tribunal do Novo México aplicou uma multa de quase $1 bilhão após determinar que os aplicativos da empresa criaram um "incômodo público" ao colocar em risco a segurança das crianças. Outros processos contra a Meta e empresas de mídia social semelhantes ainda estão pendentes em várias jurisdições.
