A Comissão Federal de Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris) descartou qualquer presença do parasita Cyclospora em amostras colhidas em 16 hotéis da Riviera Maya durante uma investigação ligada a relatos de visitantes britânicos que adoeceram após viajarem para a costa de Quintana Roo.
A principal agência de segurança sanitária do México informou na terça-feira que as análises incluíram 32 amostras de frutas e vegetais obtidos de barras alimentares, bem como 11 amostras de água destinada ao uso humano. Todos os produtos apresentaram resultados negativos para o parasita e não foram detectados indicadores de contaminação nos estabelecimentos fiscalizados.
As amostras foram analisadas pela técnica de PCR em tempo real para detecção de patógenos, do Laboratório Nacional de Referência Cofepris, com base no método do Manual Analítico Bacteriológico. A revisão foi realizada em coordenação com a Direção Geral de Epidemiologia como parte das medidas de vigilância sanitária implementadas no Caribe mexicano.
“A ausência do patógeno Cyclospora cayetanensis, bem como de indicadores de contaminação nas análises microbiológicas e moleculares, demonstra que, pelo menos nos pontos específicos verificados, os processos de controle sanitário e manuseio operaram dentro dos limites de segurança”, disse a Cofepris em nota.
O caso ganhou as manchetes internacionais depois que a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido relatou um aumento nas infecções por ciclosporíase entre pessoas que retornavam de férias no México.
Segundo a agência do Reino Unido, foram identificados 67 casos entre 30 de abril e 15 de julho. Dos 51 viajantes com histórico de viagem disponível, 48 relataram ter visitado o México.
Após o relatório, o Ministério da Saúde, que confirmou 33 casos de ciclosporíase em 13 estados mexicanos entre 25 de maio e 31 de julho, abriu investigações sobre possíveis ligações com relatórios de infecção nos EUA e no Reino Unido.
O Ministro da Saúde, David Kershenobich, disse num vídeo publicado no início deste mês que os casos detectados representam apenas 0,00002% da população do México, e sublinhou que as infecções por Cyclospora cayetanensis “são recorrentes em todo o mundo” sem qualquer evidência científica até à data de que o México seja a origem do surto.
A ciclosporíase é uma infecção intestinal que causa diarreia grave e tem sido associada a alface ou saladas verdes não lavadas. É causada pelo Cyclospora cayetanensis, um parasita que os indivíduos afetados eliminam pelas fezes, o que pode levar à contaminação de alimentos e água.
O parasita ganhou atenção global pela primeira vez depois que os EUA relataram um surto de ciclosporíase em meados de julho, que afetou mais de 1.600 pessoas em 34 estados.
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