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O que saber: A fórmula é conhecida por todo cacique partidário.
A fórmula é conhecida por todo cacique partidário. Para ampliar a participação feminina na política, desde 2009 a lei da Minirreforma Eleitoral determina que os partidos registrem o mínimo de 30% para candidaturas de mulheres a cargos de vereadora e deputada, mas é outra regra, de caráter absolutamente pragmático, que faz com que em todo ano de eleição os candidatos à Presidência da República façam loas à importância de suas mulheres como candidatas a vice na chapa que concorrem ao Palácio do Planalto.
Por lei, os partidos devem destinar 30% dos recursos bilionários que financiam as campanhas políticas a candidaturas femininas. Isso não quer dizer que todas as candidaturas devem receber fatias iguais de dinheiro para tocar suas campanhas, mas que basta uma candidatura de alta projeção, que ajude a cabalar votos para a cabeça de chapa, para que o cofre seja destruído.
O que mudou: Por lei, os partidos devem destinar 30% dos recursos bilionários que financiam as campanhas políticas a candidaturas femininas.
Funciona assim: uma mulher como candidata a vice-presidente permite à legenda acessar uma bolada reservada a postulantes femininas e ainda financiar a candidatura do homem tido como candidato principal. Isso porque, embora a lei estabeleça que é proibido aplicar os recursos no financiamento de campanha de homens, existe uma exceção: o dinheiro pode ser direcionado ao candidato, sim, desde que isso gere benefício para a candidatura.
Por essa lógica, os recursos que o PL eventualmente terá ao escolher uma candidatura a vice-presidente mulher, como já defendeu o senador e o pré-candidato Flávio Bolsonaro, podem ser usados para alavancar a campanha do próprio Zero Um, já que um eventual vice também será beneficiado. Neste ano, os partidos políticos deverão publicar na internet os critérios que utilizarão para repartir o dinheiro usado nas eleições e esmiuçar os critérios usados na definição das candidaturas femininas.
Conclusão: Isso não quer dizer que todas as candidaturas devem receber fatias iguais de dinheiro para tocar suas campanhas, mas que basta uma candidatura de alta projeção, que ajude a cabalar votos para a cabeça de chapa, para que o cofre seja destruído.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PL terá 881,6 milhões de reais este ano para bancar as candidaturas de deputados, senadores, governadores e a corrida presidencial de Flávio e de seu eventual vice. É a maior fatia entre todas as 30 legendas registradas na Justiça Eleitoral. Embora não tenha anunciado ainda o nome de seu candidato a vice, no evento em que promoveu com o PL Mulher na esteira do atrito com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Flávio foi ladeado de aspirantes a vice, como a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, a deputada Júlia Zanatta e a vereadora Priscila Costa, pivô da lavagem de roupa entre Michelle e o senador.
Flávio sabe da regra e das burlas para o financiamento de candidaturas femininas. As mulheres que toparem a empreitada, também. Publicidade.
"A fórmula é conhecida por todo cacique partidário. Para ampliar a participação feminina na política, desde 2009 a lei da Minirreforma Eleitoral determina que os partidos registrem o mínimo de 30%..."