Operação Falsa Matriz: PF e Previdência Social desarticulam esquema de roubo de aposentadorias em Alagoas e São Paulo
Maceió/AL e Sertãozinho/SP — atualizado em 13 de maio de 2026, 16h23
A Polícia Federal, em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), deflagrou na manhã desta quarta-feira (6) a Operação Falsa Matriz, ação direcionada ao combate de fraudes previdenciárias envolvendo o desvio de benefícios de aposentadoria por meio de documentos falsificados
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| Operação Falsa Matriz: justiça autoriza buscas em AL e SP por fraude previdenciária |
A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Alagoas, com diligências simultâneas nos municípios de Matriz do Camaragibe (AL) e Sertãozinho (SP), endereços vinculados aos principais investigados pelo esquema criminoso
Origem das investigações
As apurações tiveram início após denúncia formalizada ao Ministério Público Federal por um beneficiário legítimo de aposentadoria. O titular relatou que terceiros, mediante uso de procuração e atestado médico falsificados, realizaram o saque de Requisição de Pequeno Valor (RPV) — referente a valores retroativos obtidos por decisão judicial — e promoveram o desvio sistemático das parcelas mensais de seu benefício para conta bancária em nome de terceiro
Prejuízo apurado e medidas judiciais
De acordo com dados da CGINP, o prejuízo financeiro confirmado à vítima ultrapassa R$ 50.000,00, considerando exclusivamente as parcelas do benefício desviadas para conta vinculada a um dos investigados, sem inclusão de correção monetária
As medidas executadas visaram:
- Coleta de provas materiais e digitais para fortalecimento do inquérito;
- Identificação de possíveis coautores e partícipes do esquema;
- Mapeamento e bloqueio de bens passíveis de penhora para ressarcimento aos cofres públicos.
Estrutura de atuação integrada
A ação foi conduzida pela Polícia Federal com suporte técnico-operacional da CGINP/Ministério da Previdência Social. Há 26 anos, a Força-Tarefa Previdenciária integra Ministério da Previdência Social e Polícia Federal em atuação coordenada contra crimes estruturados que atingem o sistema previdenciário brasileiro
À CGINP cabe a detecção e análise técnica de indícios de fraudes organizadas, fornecendo subsídios estratégicos para ações repressivas e preventivas. Em 2025, ações da Força-Tarefa evitaram prejuízo estimado em R$ 451,9 milhões aos cofres públicos, reforçando a relevância da inteligência integrada no combate à criminalidade previdenciária
Próximos passos
A Polícia Federal prossegue com a análise do material apreendido para verificar a extensão do esquema e a possível vinculação com outros benefícios fraudados. Os investigados poderão responder por crimes de estelionato previdenciário, falsidade ideológica, uso de documento falso e, se confirmada a posse irregular de arma encontrada em uma das diligências, porte ilegal de arma de fogo
⚠️ Alerta à população: A Previdência Social orienta beneficiários a conferirem regularmente extratos e movimentações de seus benefícios pelo Meu INSS e a denunciarem qualquer irregularidade pelos canais oficiais: Disque 135, site gov.br/previdencia ou aplicativo "Meu INSS".
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NOTA:
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🔑PALAVRAS-CHAVE:
Operação Falsa Matriz, Polícia Federal, fraude previdenciária, aposentadoria, Alagoas, São Paulo, CGINP, Força-Tarefa Previdenciária, documentos falsos, RPV
📙 GLOSSÁRIO:
RPV (Requisição de Pequeno Valor): Instrumento judicial para pagamento de valores inferiores a 60 salários mínimos em ações contra o Poder Público, utilizado para quitar parcelas retroativas de benefícios.
CGINP (Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social): Órgão do Ministério da Previdência Social responsável por detectar, analisar e compartilhar informações sobre fraudes e crimes organizados contra o sistema previdenciário.
Força-Tarefa Previdenciária: Estrutura integrada entre Ministério da Previdência Social e Polícia Federal, criada para combater de forma sistemática fraudes estruturadas contra a Previdência Social.
Estelionato Previdenciário: Crime previsto no artigo 171 do Código Penal, aplicado quando há obtenção de vantagem ilícita em benefício previdenciário mediante fraude ou artifício enganoso.
Falsidade Ideológica: Crime consistente em inserir ou fazer inserir, em documento público ou particular, declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita, com intuito de prejudicar direito ou criar obrigação.
Mandado de Busca e Apreensão: Ordem judicial que autoriza autoridades policiais a ingressarem em locais específicos para localizar e apreender objetos, documentos ou provas relacionadas a investigação criminal.
Benefício Previdenciário: Prestação financeira paga pelo INSS a segurados ou dependentes, como aposentadorias, pensões e auxílios, conforme requisitos legais
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