Lula afirma que está muito triste com a decisão dos EUA de classificar “nossos criminosos” como terroristas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou publicamente estar "muito triste" com a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Em um discurso realizado em Sergipe, Lula criticou a medida anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e expressou preocupação com a possibilidade de uma intervenção estrangeira no Brasil. O presidente declarou: "Fiquei triste com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que nossos criminosos são terroristas e que os americanos poderiam fazer intervenção".
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Apesar de discordar da classificação feita pelos EUA, Lula reconheceu que o PCC e o CV são "terroristas" para a sociedade brasileira, especialmente para as comunidades e periferias do país. Ele afirmou que essas facções "incomodam as famílias, os bairros e as cidades" e que o governo brasileiro irá combatê-las internamente.
Lula também criticou a postura dos EUA, argumentando que o país deveria entregar criminosos brasileiros foragidos, como Alexandre Ramagem e Ricardo Magro, e apontou que grande parte das armas contrabandeadas para o Brasil tem origem nos Estados Unidos. O presidente rejeitou qualquer interferência estrangeira, afirmando que o Brasil não aceita ser tratado como "moleque" ou "republiqueta"
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