Paraná Confirma Dois Casos de Hantavírus em 2026; Autoridades Descartam Relação com Surto Internacional
Por AR NEWS 24h
Publicado em 10 de maio de 2026 | Atualizado às 03h30
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou, na última sexta-feira (8), dois casos de hantavírus no estado em 2026. Os pacientes são um homem de 34 anos, morador de Pérola d'Oeste (região Sudoeste), com diagnóstico confirmado em abril, e uma mulher de 28 anos, residente em Ponta Grossa (Campos Gerais), cujo caso foi confirmado em fevereiro
Situação Epidemiológica
Além dos dois casos confirmados, a Sesa mantém 11 casos sob investigação e já descartou 21 notificações suspeitas após análise laboratorial. Segundo a secretaria, a situação está sob controle e a rede pública de saúde realiza monitoramento contínuo dos casos suspeitos em todo o território paranaense
Cepa Silvestre Circula no Estado
As autoridades de saúde reforçaram que os casos registrados no Paraná são da cepa silvestre do hantavírus, transmitida exclusivamente por meio de contato com roedores silvestres infectados. Não há registro de circulação da cepa Andes no estado – variante responsável pelo surto internacional monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em um cruzeiro que partiu da Argentina
"Os dois casos confirmados de hantavírus no Paraná não têm qualquer relação com a situação internacional atualmente monitorada pela Organização Mundial da Saúde", afirmou o Ministério da Saúde em nota oficial
Contexto Nacional e Histórico
O hantavírus não é uma doença nova no Brasil. Entre 1993 e 2024, foram identificados 2.377 casos no país, com 540 óbitos. Em 2024, o Brasil registrou 44 casos, enquanto em 2025 foram 35 confirmações. Até maio de 2026, já são sete casos confirmados no território nacional, incluindo os dois pacientes do Paraná
No Paraná especificamente, o estado havia registrado apenas um caso em 2025, no município de Cruz Machado. A confirmação dos dois novos casos em 2026 reforça a necessidade de vigilância contínua, especialmente em regiões de fronteira e áreas rurais
Como Ocorre a Transmissão
A hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória. No Brasil, a doença se manifesta principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro que pode comprometer pulmões e coração.
A contaminação ocorre principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados. Ambientes fechados e pouco ventilados – como galpões, paióis, silos e cabanas – aumentam significativamente o risco de exposição
Sintomas e Gravidade
Na fase inicial, os sintomas se assemelham aos de uma gripe forte:
- Febre alta
- Dores no corpo e dor de cabeça
- Mal-estar geral
- Sintomas gastrointestinais
- Em casos mais graves, o quadro pode evoluir rapidamente para:
- Falta de ar e tosse seca
- Queda de pressão arterial
- Insuficiência respiratória aguda
"Nem todos os pacientes desenvolvem formas graves da doença. Algumas pessoas apresentam sintomas inespecíficos, enquanto outras podem evoluir para insuficiência respiratória", explica a infectologista Gabriela Gehring
Tratamento e Prevenção
Não existe medicamento específico contra o hantavírus. O tratamento é baseado em suporte médico intensivo e acompanhamento hospitalar. Por isso, a orientação das autoridades é procurar atendimento imediatamente ao perceber os primeiros sintomas, especialmente após exposição a ambientes com possível presença de roedores
Medidas Preventivas Recomendadas
A Sesa e o Ministério da Saúde orientam a população a adotar as seguintes medidas de prevenção:
✓ Manter terrenos e áreas externas limpos
✓ Armazenar alimentos em recipientes fechados e adequados
✓ Retirar entulhos e materiais de construção próximos às residências
✓ Usar luvas e calçados fechados durante limpezas
✓ Evitar varrer locais fechados e empoeirados
✓ Realizar limpeza úmida em galpões, silos e paióis (nunca a seco)
✓ Manter janelas e portas teladas em áreas rurais
A recomendação é fazer limpeza úmida em ambientes que possam estar contaminados, utilizando soluções desinfetantes, para impedir que partículas do vírus fiquem suspensas no ar
Declaração das Autoridades
O secretário estadual da Saúde do Paraná, César Neves, tranquilizou a população: "Devemos tomar precauções, mas quero tranquilizar a população e dizer que não temos ainda nenhum motivo para pânico ou termos uma preocupação mais exacerbada"
A Sesa reforça que realiza vigilância ativa e pesquisa ecoepidemiológica em áreas rurais com confirmação de casos humanos, garantindo o monitoramento permanente da circulação do hantavírus no estado
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NOTA:
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🔑PALAVRAS-CHAVE:
Hantavírus, Paraná, Sesa, Saúde Pública, Zoonose, Roedores Silvestres, Pérola d'Oeste, Ponta Grossa, Prevenção, Vigilância Epidemiológica
📙 GLOSSÁRIO:
Hantavírus – Gênero de vírus da família Hantaviridae que causa a síndrome cardiopulmonar por hantavírus (SCPH), doença zoonótica grave transmitida por roedores silvestres.
Cepa Silvestre – Variante do hantavírus transmitida exclusivamente por roedores silvestres infectados, sem capacidade de transmissão de pessoa para pessoa.
Cepa Andes – Variante do hantavírus encontrada principalmente na Argentina e Chile, única conhecida por permitir transmissão interpessoal.
Zoonose – Doença infecciosa transmitida naturalmente de animais vertebrados para seres humanos.
Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) – Forma grave da hantavirose que afeta pulmões e coração, podendo levar à insuficiência respiratória aguda e morte.
Vigilância Epidemiológica – Conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes de saúde.
Notificação Compulsória – Obrigação legal de comunicar às autoridades de saúde a ocorrência de determinadas doenças ou agravos à saúde.
Pesquisa Ecoepidemiológica – Investigação que estuda a relação entre fatores ambientais, ecológicos e a ocorrência de doenças em populações.
Transmissão Zoonótica – Forma de contágio que ocorre quando há transferência de patógenos de animais para seres humanos.
OMS (Organização Mundial da Saúde) – Agência especializada em saúde pública vinculada à ONU, responsável por coordenar políticas internacionais de saúde.
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