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Israel exige respostas da CNN, NYT, AP e Reuters sobre o conhecimento prévio do massacre de 07/10

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Palestinos assumem o controle de um tanque israelense após cruzarem a cerca da fronteira com Israel de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 7 de outubro de 2023. (Abed Rahim Khatib/Flash90)


O relatório investigativo revela indícios alarmantes: fotojornalistas associados a grandes organizações de mídia estiveram presentes nos massacres de 7 de outubro. O governo israelense, diante dessas descobertas, demandou uma resposta das mídias ocidentais envolvidas. O estudo divulgado pela Honest Reporting na quarta-feira expõe um cenário perturbador: muitas das imagens capturadas durante a invasão e os subsequentes ataques foram produzidas por jornalistas que aparentemente cruzaram a fronteira de Gaza imediatamente após a invasão, enquanto estavam a serviço dos principais veículos de comunicação.

O relatório, além de suscitar questões éticas profundas, levanta a possibilidade inquietante de que determinados elementos na mídia internacional poderiam ter conhecimento prévio do violento evento que resultou na morte de mais de 1.400 israelenses e no sequestro de mais de 240 pessoas. De acordo com a minuciosa investigação da Honest Reporting, quatro nomes surgiram nos créditos das fotos da fronteira entre Israel e Gaza em 7 de outubro: Hassan Eslaiah, Yousef Masoud, Ali Mahmud e Hatem Ali.

Hassan Eslaiah, que também contribui para a CNN, registrou imagens do Hamas incendiando um tanque israelense e terroristas invadindo o kibutz Kfar Aza. Yousef Masoud, correspondente do The New York Times, capturou tanques israelenses em chamas na manhã da invasão, enquanto vários jornalistas testemunhavam e documentavam o Hamas fazendo prisioneiros. A fotografia chocante do refém germano-israelense assassinado, Shani Louk, foi tirada por Ali Mahmud, e Hatem Ali capturou reféns sendo forçados a entrar em caminhões com destino a Gaza. A "Foto do Dia" da Reuter, mostrando um soldado israelense sendo linchado por uma multidão, foi capturada por Mohammed Fayq Abu Mostafa.

Além das sérias preocupações éticas levantadas por essas imagens, a Honest Reporting questiona se essas agências de notícias estavam cientes dos ataques com antecedência. Em resposta às revelações, o governo israelense convocou os quatro meios de comunicação envolvidos, exigindo respostas imediatas. A Direção Nacional de Diplomacia Pública do Gabinete do Primeiro-Ministro exigiu ações imediatas contra "fotógrafos associados ao Hamas". Em comunicado oficial, a Direção declarou: "Esses jornalistas foram cúmplices de crimes contra a humanidade; suas ações foram contrárias à ética profissional."

Benny Gantz, membro do governo de unidade, afirmou: "Os jornalistas que tinham conhecimento do massacre e optaram por permanecer como espectadores passivos enquanto crianças eram massacradas não diferem dos terroristas e devem ser tratados como tal." Em resposta, a Associated Press negou veementemente ter conhecimento prévio dos ataques perpetrados pelo Hamas. A CNN anunciou a suspensão de suas relações com Eslaiah, embora tenha negado "qualquer motivo para duvidar da precisão jornalística do seu trabalho". Em comunicado divulgado na quinta-feira, a Reuter reconheceu o relatório investigativo, acrescentando que a agência não tinha conhecimento dos ataques antes de 7 de outubro. "Estamos cientes de um relato da Honest Reporting e das acusações contra dois fotógrafos freelancers que contribuíram para a nossa cobertura sobre o ataque de 7 de outubro", afirmou a Reuter. "A Reuter nega categoricamente ter conhecimento prévio do ataque ou de ter empregado jornalistas do Hamas em 7 de outubro." A Reuter adquiriu fotografias de dois fotógrafos freelancers baseados em Gaza, com quem não tinha qualquer relação anterior. As imagens publicadas pela Reuter foram capturadas duas horas após o lançamento de foguetes pelo Hamas contra o sul de Israel e mais de 45 minutos após Israel afirmar que homens armados haviam cruzado a fronteira.

Essas revelações, marcadas pela presença controversa de jornalistas em meio ao caos e à tragédia, colocam em xeque a integridade da imprensa internacional e suscitam questões profundas sobre o papel e a responsabilidade dos media em eventos de tal magnitude. O mundo aguarda respostas claras e transparentes dessas organizações de mídia, enquanto as autoridades israelenses e a comunidade internacional enfrentam o desafio de compreender o verdadeiro alcance desses eventos trágicos e perturbadores.
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