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Mortes de pinguins-de-humboldt por H5N1 , no Chile

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O pinguim-de-humboldt (Spheniscus humboldti) é uma espécie de pinguim endêmica da América do Sul, encontrada principalmente no Peru e Chile. Este pinguim recebe seu nome em homenagem ao renomado naturalista alemão Alexander von Humboldt.

Caracterizados por seu tamanho moderado, os pinguins-de-humboldt podem atingir até 53 cm de altura. Apresentam uma plumagem distintiva, combinando tons de branco e preto em sua aparência.
Até o momento, no ano de 2023, cerca de 3.000 exemplares de pinguins-de-humboldt encontram-se vitimados pela gripe aviária, conforme dados oficiais divulgados pelo Serviço Nacional de Pesca do Chile, Sernapesca. Este registro abarca o período compreendido entre fevereiro e 6 de outubro de 2023, documentando o falecimento de 21.819 animais, dos quais 2.917 são da espécie de pinguins-de-humboldt.

De acordo com os dados fornecidos pelo Sernapesca, a maior parte destas aves marinhas foi encontrada encalhada ao longo da costa norte do Chile, com destaque para as regiões de Arica e Parinacota, onde 1.907 pinguins-de-humboldt perderam suas vidas. Seguiram-se outras regiões, como Coquimbo com 801, Atacama com 528 e Antofagasta com 397 óbitos registrados.

Carlos Guerra Correa, chefe do departamento de Resgate e Recuperação da Fauna Selvagem da Universidade de Antofagasta, comentou sobre o cenário preocupante: "Acredito que, apesar do potencial de recuperação ao longo do tempo para os leões marinhos, as mortes entre outras espécies, especialmente os pinguins-de-humboldt, são extremamente alarmantes. Tínhamos uma situação de vulnerabilidade já antes do surto de gripe aviária. Portanto, a perda significativa de pinguins tem um impacto devastador. Este impacto nos coloca mais próximos de um estado de emergência, sinalizando um alerta vermelho".

Especialistas chilenos destacam que, além do surto de gripe aviária, há outro fator agravante: o fenômeno climático El Niño. Este fenômeno não só eleva a temperatura das águas oceânicas, mas também reduz drasticamente a disponibilidade de nutrientes, perturbando assim a cadeia alimentar das diversas espécies marinhas.

O Ministério do Meio Ambiente do Chile recentemente reclassificou o pinguim-de-humboldt, inserindo-o na categoria de espécies vulneráveis. Esta decisão foi respaldada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Atualmente, a população desta espécie limitada é composta por 32 mil indivíduos maduros e descendentes, distribuídos em colônias ao longo da costa do Pacífico do Peru e do Chile.

Este trágico cenário não apenas nos alerta para os desafios enfrentados por estas adoráveis aves marinhas, mas também ressalta a importância urgente da conservação marinha e das medidas efetivas para proteger não apenas os pinguins-de-humboldt, mas toda a biodiversidade marinha que habita as águas do Chile.
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