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No Sudão, um cenário sombrio se desenha com a devastação causada por surtos de cólera e dengue

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No Sudão, um cenário sombrio se desenha com a devastação causada por surtos de cólera e dengue, deixando mais de 100 vítimas fatais desde agosto de 2023, conforme reportado pelo Ministério da Saúde em 28 de outubro. Em Cartum, localizado no estado de Al-Jazira, ao sul, e no estado de Gedaref, a oeste, 1.049 casos de cólera, incluindo 73 óbitos, foram registrados. Esta cidade, outrora vibrante, agora é palco de confrontos incessantes entre generais rivais desde abril de 2023, forçando centenas de milhares de habitantes a buscar refúgio em áreas mais tranquilas de Gedaref e Al-Jazira.

A fuga em massa para estas regiões não apenas sobrecarregou os recursos, mas também agravou a escassez de água potável, colocando em risco a saúde de muitos. Além disso, a propagação da dengue, transmitida por mosquitos, trouxe um fardo adicional para o povo sudanês. Nove estados do Sudão testemunharam casos de dengue, totalizando 3.316 casos e 49 mortes. Notavelmente, Gedaref, localizado na fronteira com a Etiópia, foi duramente atingido, com 2.152 casos e 33 óbitos registrados.

A situação já era crítica antes mesmo dos conflitos começarem em abril de 2023. Durante a estação chuvosa do país, que inicia em junho, os surtos de doenças tornaram-se comuns. No entanto, agora, com hospitais destruídos pelos bombardeios, escassez de medicamentos e a fuga em massa de profissionais de saúde do país, o sistema de saúde sudanês encontra-se à beira do colapso. Alarmantemente, o Ministério da Saúde relata que 70% dos hospitais em áreas devastadas pela guerra estão inoperantes, exacerbando ainda mais a tragédia humanitária.

A cólera, uma doença bacteriana transmitida pela água, é causada pela bactéria Vibrio cholerae. Esta enfermidade, frequentemente associada a água e alimentos contaminados, se espalha rapidamente em comunidades deslocadas. A desidratação, resultante da perda de água e eletrólitos, pode levar à morte se não for tratada a tempo. Para combater esta infecção, são utilizados métodos de reidratação oral e antibióticos, enquanto uma vacina oral pode prevenir a doença. Além disso, a melhoria do saneamento e a promoção da higiene da água são cruciais na prevenção.

Quanto à dengue, uma infecção viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, manifesta-se com sintomas como febre alta, dores de cabeça, dores no corpo, náuseas e erupções cutâneas. Embora seja geralmente não hemorrágica, a dengue ainda representa uma ameaça significativa à saúde pública. Medidas preventivas incluem evitar picadas de mosquito, utilizar roupas que cubram o corpo e instalar mosquiteiros, idealmente tratados com repelente de insetos, em locais de repouso durante o dia, bem como o uso de telas nas janelas para evitar a entrada desses vetores.

Neste cenário desafiador, é imperativo que a comunidade internacional ofereça ajuda humanitária e recursos para ajudar o Sudão a enfrentar essa crise de saúde pública e a mitigar o sofrimento da população afetada. A solidariedade global e a ação imediata são essenciais para evitar mais perdas de vidas humanas e aliviar o sofrimento dos sudaneses que enfrentam essa terrível realidade.
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