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Parte II : d-dímero no diagnóstico de trombose e acompanhamento pós-covid , por Seleno Glauber

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AR NEWS NOTÍCIAS   Brasil, Maceió  04  de julho de 2022
Ilustração : coleta laboratorial
Ilustração : coleta laboratorial


Desde o início da pandemia foi observado que pacientes com níveis muitos elevados de d-dímero, e internados com quadros moderados ou graves, tinham maior mortalidade.
 
Essa observação já ocorria com outras doenças graves, mas o d-dímero não era pedido com essa frequência toda...

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Uma revisão publicada em 2021 indicou que d-dímero aumentado estava significativamente associado à progressão da doença.
 
Para isso, a busca ativa e contínua ajudaria a definir os casos com pior prognóstico. Seria testar todo mundo toda hora..
Características hematológicas e fatores de risco na classificação e avaliação do prognóstico do COVID-19: Um estudo de coorte retrospectivo
Características hematológicas e fatores de risco na classificação e avaliação do prognóstico do COVID-19: Um estudo de coorte retrospectivo

Inclusive um estudo com 187 pacientes internados com covid e mortalidade alta (18,7%) mostrou que a chance de morte em pacientes com d-dímero elevado (> 1.500 ng/dL) era cerca de 6 vezes maior em relação a quem tinha um exame normal.

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Entretanto, é possível que valores elevados de d-dímero possam estar presentes mesmo em pacientes que já se recuperaram da doença aguda, não se configurando necessariamente um fator de risco prolongado para trombose.

Dímero D elevado sustentado em pacientes ambulatoriais que se recuperaram de doença de coronavírus leve a moderada 2019 (COVID-19)
d- Dímero elevado sustentado em pacientes ambulatoriais que se recuperaram de doença de coronavírus leve a moderada  (COVID-19)


D-dímero elevado pode ser encontrado mesmo após 4 meses da infecção aguda em até ¼ dos pacientes. Isso foi mais comum em > 50 anos e hospitalizados.
 
Não adianta você ficar testando dia e noite pra saber se tem risco de trombose. Isso é uma maluquice.

A elevação prolongada dos níveis de dímero D em pacientes convalescentes com COVID-19 é independente da resposta de fase aguda
A elevação prolongada dos níveis de d-dímero em pacientes convalescentes com COVID-19 é independente da resposta de fase aguda

Se você dosar d-dímero em pacientes internados com covid, a grande maioria (92%) terá valores elevados. Mas uma minoria apenas desenvolve trombose (3% a 9%). 

Isso justifica o uso de anticoagulantes nesses pacientes, mas não a dosagem seriada.

Rivaroxabana versus não anticoagulação para tromboprofilaxia pós-alta após hospitalização por COVID-19
Rivaroxabana versus não anticoagulação para tromboprofilaxia pós-alta após hospitalização por COVID-19 

Muitos médicos solicitam d-dímero para avaliar o risco de trombose após a vacinação em pacientes sem nenhum sintoma. Isso não procede. 
 
Não há nenhuma associação isolada entre o d-dímero elevado e a trombose trombocitopênica induzida por vacina (VITT).
 

Resumo:

▪️D-dímero é um fragmento de coágulo.

▪️Está elevado em várias situações clínicas, principalmente a trombose.

▪️Serve pra excluir trombose quando vc tem dúvidas em casos de baixa probabilidade.

▪️Tem pouca valia para confirmar trombose.

Está elevado em pacientes com covid, principalmente os internados.

▪️Não adianta ficar dosando d-dímero pra ver se seu risco de trombose aumenta ou diminui.

▪️Dizer que vacina causa aumento do d-dímero e pra isso vc deve anticoagular é coisa de gente obilulé da cuca.


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🖥️ FONTES : 

Tweets do Dr. Seleno Glauber, Ipsis Litteris
@seleno_glauber

Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará - UFPA (2001). Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo. Doutorando em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo. Título de Especialista em Cirurgia Vascular (MEC e SBACV/AMB), em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular (MEC) e em Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia (SoBRICE/CBR/AMB). Coordenador Geral da Residência Médica e Estágios do HCI. Coordenador Médico do Centro Cirúrgico e CME do HCI. Editor Científico da Revista Ciências em Saúde - ISSN 2236-3785 Tem experiência na área de Cirurgia Vascular, Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular.

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