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Decisão de suspender o estado de emergência foi equivocada, devido ao avanço das subvariantes BA.4 e BA.5 , diz FIOCRUZ

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AR NEWS NOTÍCIAS   Brasil, Maceió 28   de junho de 2022
omicron
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Fiocruz por meio de nota técnica avalia A VACINAÇÃO CONTRA COVID-19: HISTÓRICO, DESIGUALDADES E PROBLEMAS.  


  MonitoraCovid-19 – ICICT / FIOCRUZ 

 
  • A análise de 20 países de todos os continentes mostra que a diminuição da velocidade
  • ou estagnação da cobertura ocorreu na maioria dos países em cerca de 65%. 
  • Dificuldades regionais de avanço na vacinação ocorrem em todas as faixas etárias. 
  • As desigualdades na cobertura vacinal persistem em estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país e em alguns grupos etários.
  • No Brasil, problemas nos registros da primeira e segunda dose de reforço podem dificultar o acompanhamento do processo vacinal para essas doses e eventuais novos ciclos de vacinação.

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As infecções por Covid-19 continuaram crescendo em 40 países e, até 21 de junho de 2022, haviam sido registradas 540.985.835 casos confirmados e 6.323.116 óbitos causados pelo novo coronavírus em todo o mundo. Apenas no Brasil, foram registradas 31.818.827 infecções e 669.390 mortes relacionadas ao coronavírus desde o início da pandemia, isto é, 5,8% dos casos do mundo e 10,5% do total de óbitos. Mesmo com problemas nas notificações e registros.

As diferentes estratégias para o registro de vacinas ficam evidentes pelos valores de cobertura calculados com dados dos sistemas de informação, com alguns estados apresentando taxas acima do esperado para as primeiras doses e outros com menores taxas para doses de reforço ou adicionais. Fica evidente que a falta de pactuação das decisões nas Comissões Intergestoras Tripartites (CIT) trazem ainda dificuldades extras e os problemas de registros de dados da vacinação, o que é uma demonstração da falta de planejamento e coordenação a nível central, o que se mantém ao longo de todo o enfrentamento da pandemia.

Em 13 de abril de 2022, a Organização Mundial de Saúde (OMS), comunicou que a pandemia de Covid-19 continuava a ser considerada uma “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional”. Naquele período, havia cerca de 20 mil casos e 420 óbitos de média móvel de sete dias no país. Na contramão desta decisão apontada pela OMS, em 17 de abril de 2022 o Ministério da Saúde decretou o fim do estado de emergência pela pandemia de Covid-19, justificada com base na situação epidemiológica favorável, na boa cobertura vacinal da população e na capacidade de assistência do SUS.


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É correto considerar que desde o crescimento das taxas de vacinação nas mais diversas faixas etárias e a conclusão do ciclo vacinal da população idosa, as taxas de óbitos no país têm sido reduzidas. Porém, o coronavírus continua circulando no Brasil, causando infecções, em sua maioria, em pessoas não vacinadas ou com o esquema vacinal incompletoO avanço das sub-variantes da Ômicron BA.4 e BA.5 e a possibilidade de ocorrência de surtos localizados no Brasil demonstram que essa decisão de suspensão do estado de emergência foi precipitada e equivocada.

Além disso, a retirada da condição de Emergência Sanitária de Importância Nacional (ESPIN) pode impactar em diversas ações de combate à disseminação da Covid-19, como o controle das fronteiras, estabelecimento de quarentena, exigência de passaporte vacinal e de máscaras em locais fechados, realização de testes para diagnóstico de Covid-19 em farmácias, teletrabalho e telemedicina. A decisão também afeta as medidas de ampliação de leitos, aquisição de insumos e materiais hospitalares em caráter emergencial, mobilização de servidores, aplicação de vacinas aprovadas pela Anvisa em caráter emergencial e temporário.

O avanço da vacinação tem produzido um cenário epidemiológico favorável, porém não se pode afirmar ser o fim da pandemia. Os casos e óbitos estão em números muito menores do que em outros períodos da pandemia, no entanto a vacinação tem enfrentado dificuldades no avanço. Diferentemente do período no qual a população não tinha acesso às vacinas devido a disponibilidade de insumos ou por não se adequar ao grupo priorizados para a vacinação, atualmente, o país possui vacinas disponíveis para imunização, mas os estados continuam enfrentando um grande desafio causado principalmente pela onda de desinformação e pela disseminação notícias falsas, dificuldades logísticas, falta de campanhas e agora problemas ainda maiores nos registros das doses segundo esquema vacinal.

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🖥️ FONTE : 

Referências

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BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. (2003). Portaria nº: 20, de 3 de outubro de 2003.
SOUZA, M de. Sistema de información de salud: conceptos básicos e implicaciones para las políticas de salud, International Standards for Civil Registration and Vital Statistics Systems.
New York, 2011.
TOMASI, Elaine et al. Qualidade da atenção pré-natal na rede básica de saúde do Brasil: indicadores e desigualdades sociais. Cadernos de saúde pública, v. 33, 2017.
NORONHA, Kenya Valéria Micaela de Souza; ANDRADE, Mônica Viegas. Desigualdades sociais em saúde e na utilização dos serviços de saúde entre os idosos na América Latina.
Revista Panamericana de Salud Pública, v. 17, p. 410-418, 2005.
MARSIGLIA, Regina MG; SILVEIRA, Cássio; CARNEIRO JUNIOR, Nivaldo. Políticas sociais: desigualdade, universalidade e focalização na saúde no Brasil. Saúde e Sociedade, v.
14, p. 69-76, 2005.
https://www.tcees.tc.br/tce-es-conclui-que-vacinacao-de-criancas-contra-covid-19-no-esocorre-de-forma-desigual-nos-municipios/
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/abril/fim-da-espin-ministerio-dasaude-explica-quais-criterios-levaram-o-governo-federal-a-tomar-decisao 
https://bigdata-covid19.icict.fiocruz.br/ 
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-01/enfermeira-de-sao-paulo-e-primeirabrasileira-vacinada-contra-covid-19
 https://ourworldindata.org/covid-vaccinations
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-01/em-um-ano-de-vacinacao-quase-70dos-brasileiros-ja-tomaram-2-doses 
https://www.who.int/news/item/13-04-2022-statement-on-the-eleventh-meeting-of-theinternational-health-regulations-(2005)-emergency-committee-regarding-the-coronavirusdisease-(Covid-19)-pandemic

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