Samu de Maceió suspende almoço dos servidores e gera revolta entre plantonistas
Os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Maceió tiveram o fornecimento de almoço suspenso nesta quinta-feira (5). A interrupção gerou indignação entre os profissionais, que contam com as refeições servidas na unidade para se alimentar ao longo dos plantões e cumprem jornadas que exigem disponibilidade contínua, sem intervalos que permitam sair da base com tranquilidade.
Aviso circulou na véspera
O clima de apreensão começou na noite da quarta-feira (4), quando mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp identificado como SAMU Maceió passaram a alertar sobre a possibilidade de corte. Em uma das publicações, um servidor orienta os colegas a levar comida de casa para não ficarem sem almoço durante o expediente — uma medida improvisada diante do risco de passar o turno inteiro sem refeição.
Nas conversas dos grupos das unidades da capital, os trabalhadores expressaram descontentamento com a incerteza sobre a alimentação diária, que é organizada de acordo com os turnos de serviço justamente para acompanhar a rotina de quem fica de prontidão.
Impacto sobre quem atende urgência e emergência
A suspensão das refeições levanta questionamentos sobre as condições oferecidas a quem responde pelo atendimento de urgência e emergência à população de Maceió. Equipes de resgate permanecem em atividade por longos períodos, com acionamentos a qualquer momento, e a alimentação fornecida no local funciona como parte da estrutura mínima de trabalho — não como benefício acessório.
Sem esse suporte, os profissionais passam a arcar com o custo e a logística das próprias refeições, enquanto seguem responsáveis por ocorrências que, em muitos casos, envolvem risco de vida.
