
Tusk teme a direita na Alemanha, em seu próprio país e na Europa.
A vitória esmagadora do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições regionais da Saxônia continua gerando repercussões em todo o continente.
Na internet, diversas personalidades conservadoras comemoraram a vitória, incluindo o homem mais rico do mundo, Elon Musk.
Mas do outro lado da fronteira, na Polônia, há um intenso debate sobre o assunto.
O primeiro-ministro liberal-globalista Donald Tusk criticou duramente a vitória de Ulrich Siegmund, do AfD, e especialmente as comemorações em torno do fato.
'Na Polônia, só idiotas ou traidores podem se alegrar com o triunfo do AfD na Alemanha', escreveu o primeiro-ministro polonês Donald Tusk (69) no X.

Idiotas ou traidores” – a crítica de Tusk é excepcionalmente incisiva. Suas palavras dizem respeito aos crimes da Alemanha nazista na Polônia, mas também são dirigidas contra a oposição em seu próprio país e a atual ameaça da Rússia.
[…] Um deputado do partido nacionalista de direita Konfederacja rebateu a acusação do primeiro-ministro de ser um ‘idiota’. Ele entende essa frustração, diz Konrad Berkowicz (42). Tusk corre o risco de ter o financiamento da Alemanha cortado. ‘Você tem motivos para ter medo!’”
Tusk se referia a políticos do partido nacionalista Confederação, bem como a membros do partido conservador Lei e Justiça, o principal partido de oposição da Polônia. Alguns representantes da extrema direita polonesa apresentaram o resultado na Saxônia-Anhalt como uma revolta dos eleitores contra os partidos e políticas tradicionais da União Europeia”.
A mensagem de Tusk deve ser vista no contexto das posições do AfD em relação à Rússia, à Ucrânia e até mesmo à Polônia. O partido alemão defende a restauração das relações econômicas com Moscou, o levantamento das sanções impostas à Rússia e a redução ou cessação da ajuda militar à Ucrânia.
A Polônia é um dos principais apoiadores europeus de Kiev e considera a Rússia, a maior ameaça à sua segurança. Varsóvia investiu pesadamente em defesa após a invasão da Ucrânia, construindo o maior exército terrestre da União Europeia.”
