
O avião de carga da Amazon que caiu no Aeroporto Internacional de Miami no fim de semana atingiu uma van que transportava funcionários do aeroporto e um SUV que trafegava em uma estrada fora da área delimitada pelo aeroporto, após ultrapassar a pista em mais de 300 metros, disseram investigadores federais nesta segunda-feira.
A presidente do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), Jennifer Homendy, detalhou o rastro de destruição deixado pelo Boeing 767 durante uma coletiva de imprensa, descrevendo-o como "devastação total", enquanto os investigadores começavam a examinar o que fez com que a aeronave ultrapassasse os limites da pista.
O voo da Amazon Prime Air, operado pela companhia aérea de carga 21 Air, vinha de San Juan, Porto Rico, com dois tripulantes a bordo quando caiu. Homendy disse que o avião primeiro atingiu equipamentos de navegação e outros equipamentos do aeroporto antes de colidir com uma van Ford Econoline branca pertencente a uma empresa que presta serviços de limpeza para companhias aéreas.
Eu descreveria em uma palavra [como] devastador — devastação total”, disse Homendy. “Quer dizer, você pode ver marcas de pneus no asfalto que continuam pela grama. Há destroços por toda parte. A van Econoline está completamente destruída... e depois o próprio veículo, o SUV. Você pode ver airbags, os airbags ao redor. Você pode ver componentes de veículos, tanto de veículos de passageiros quanto da própria aeronave”.
Após atingir a van no terreno do aeroporto, o avião atravessou a cerca e colidiu com um Toyota Corolla Cross que trafegava fora do aeroporto, antes de continuar pela grama e atingir outra cerca. O avião percorreu, ao final, 400 metros além do limite da pista pavimentada, disse Homendy.
Um avião de carga da Amazon permanece no Aeroporto Internacional de Miami (MIA) após ultrapassar a pista, no domingo, 6 de setembro de 2026. Cinco pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas no acidente, três delas em estado grave, segundo as autoridades. Ela não comentou sobre o estado da tripulação.
A presidente do NTSB disse que percorreu o trajeto do acidente na segunda-feira, descrevendo destroços da aeronave, veículos, equipamentos aeroportuários e combustível espalhados pela área, enquanto as equipes de resgate continuam trabalhando no local.
Há combustível por toda parte que precisará ser removido”, disse ela. “Mas eles também estão retirando combustível da aeronave, então temos que permitir que isso aconteça. E, neste momento, as operações de resgate continuam. O resgate das vítimas é o mais importante. A investigação e o acesso à aeronave, assim como as evidências, podem esperar enquanto isso acontece”.
Os investigadores também irão examinar a ausência de um sistema de frenagem de materiais projetados (EMAS, na sigla em inglês) no final da pista do Aeroporto Internacional de Miami (MIA), disse Homendy. O sistema utiliza material "esmagável" projetado para reduzir a velocidade e parar uma aeronave que ultrapasse os limites da pista. Homendy afirmou ser muito cedo para determinar se tal sistema poderia ter evitado o acidente.
A NTSB prevê permanecer no local por pelo menos uma semana, mas não determinará a causa provável do acidente enquanto os investigadores estiverem em Miami. Homendy afirmou que a fase no local se concentrará em documentar os destroços e coletar evidências antes que desapareçam ou se deteriorem.
