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"Ninguém acima da Lei": empresários e economistas articulam manifesto e cobram respostas do STF

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 2 min de leitura
"Ninguém acima da Lei": empresários e economistas articulam manifesto e cobram respostas do STF - Gazeta Brasil- Notícias do Brasil e do Mundo

Empresários e economistas estão se articulando para lançar um manifesto que cobra mais transparência no Supremo Tribunal Federal (STF) e a apuração dos escândalos recentes envolvendo ministros da Corte. O movimento, organizado em grupos de WhatsApp que reúnem líderes de empresas, bancos e especialistas, ainda está definindo quais medidas serão tomadas.

Segundo um dos organizadores, que preferiu não se identificar, a ideia é esperar o presidente do STF, ministro Edson Fachin, se pronunciar sobre os casos que vieram à tona nesta semana antes de decidir os próximos passos. Embora exista o receio de que o assunto seja usado politicamente nas eleições, a avaliação geral é que o tema é apartidário e importante para o país.

A mobilização acontece no momento em que o STF enfrenta uma crise institucional, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que mostrou mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Alexandre Ostrowiecki, presidente do conselho da Multi, defendeu que a Polícia Federal, o Ministério Público e o STF atuem de forma profissional para barrar a corrupção — o que, na visão dele, não aconteceu no caso do Master.

A gravidade do caso é que as mensagens indicam que a podridão está no alto coração do sistema, justamente no sistema de prevenção, justamente nos glóbulos brancos que deveriam proteger o corpo”, disse Ostrowiecki.

Essa não é a primeira mobilização do tipo. Em dezembro, a sociedade civil lançou o manifesto "Ninguém acima da Lei", que já ultrapassou 78 mil assinaturas. O documento pedia que Edson Fachin adotasse um código de conduta mais rigoroso e aumentasse a transparência sobre os limites éticos da Corte, após as primeiras denúncias sobre a proximidade entre ministros e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em março, um ato cívico também foi realizado no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade.

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