Imagem: LULA COMPARA EXIGÊNCIAS DOS EUA SOBRE MINERAIS CRÍTICOS À COLONIZAÇÃO PORTUGUESA: "INACEITÁVEL"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista exclusiva à Itatiaia, que as imposições dos Estados Unidos em relação à exploração de minerais críticos no Brasil, envolvidas em uma negociação para sustar o tarifaço imposto pelo país norte-americano, foram plenamente recusadas pelo governo assim que chegaram ao Palácio do Planalto. “Esse documento que foi publicado hoje é um documento velho, que já estava no nosso arquivo morto, que foi a primeira comunicação que nós recebemos e recusamos”, afirmou.
De acordo com o presidente, o documento sequer chegou a ser discutido por ser considerado “inaceitável”. “Era inaceitável o documento de um país que quer ter prioridade na riqueza mineral do nosso país. Esse documento não foi discutido, não será discutido e não está discutido. Eu, sinceramente, não consigo compreender por que da publicação desse material exatamente no dia que a gente faz, sabe, a sanção da lei que regula a questão do minério crítico”, afirmou.
Lula defendeu investimento em tecnologia para “descobrir” o potencial e a quantidade de minerais críticos no território brasileiro e comparou a exploração das terras raras com o colonialismo português. “Nós precisamos saber como explorar e o que explorar. Quem é que vai cuidar das minas? Quem é que vai fazer o processo de transformação? Quem é que vai fazer as baterias? Quem é que vai fazer o celular? Quem é que vai fazer o chip? Por quê? Porque a gente não quer mais fazer como no ciclo do ouro, em que, sabe, Portugal, o Brasil ficou com os buracos, Portugal ficou com os palácios e a Inglaterra fez uma indústria de desenvolveu a sua indústria”, destacou.
“Nós agora queremos explorar aqui e vender o produto acabado aqui para gerar emprego de qualidade aqui, para formar bons profissionais aqui. É por isso que nós estamos muito sérios na regulação, uma regulação muito contundente. E vejam que na regulação a gente não está proibindo a participação de empresa estrangeira, mas a condição sine qua non para vir fazer investimento aqui no Brasil é saber que o processo tem que ser transformado no Brasil, o produto de valor agregado feito no Brasil para a gente exportar valor agregado e não exportar apenas minério”, concluiu.
De acordo com o presidente, o documento sequer chegou a ser discutido por ser considerado “inaceitável”. “Era inaceitável o documento de um país que quer ter prioridade na riqueza mineral do nosso país. Esse documento não foi discutido, não será discutido e não está discutido. Eu, sinceramente, não consigo compreender por que da publicação desse material exatamente no dia que a gente faz, sabe, a sanção da lei que regula a questão do minério crítico”, afirmou.
Lula defendeu investimento em tecnologia para “descobrir” o potencial e a quantidade de minerais críticos no território brasileiro e comparou a exploração das terras raras com o colonialismo português. “Nós precisamos saber como explorar e o que explorar. Quem é que vai cuidar das minas? Quem é que vai fazer o processo de transformação? Quem é que vai fazer as baterias? Quem é que vai fazer o celular? Quem é que vai fazer o chip? Por quê? Porque a gente não quer mais fazer como no ciclo do ouro, em que, sabe, Portugal, o Brasil ficou com os buracos, Portugal ficou com os palácios e a Inglaterra fez uma indústria de desenvolveu a sua indústria”, destacou.
“Nós agora queremos explorar aqui e vender o produto acabado aqui para gerar emprego de qualidade aqui, para formar bons profissionais aqui. É por isso que nós estamos muito sérios na regulação, uma regulação muito contundente. E vejam que na regulação a gente não está proibindo a participação de empresa estrangeira, mas a condição sine qua non para vir fazer investimento aqui no Brasil é saber que o processo tem que ser transformado no Brasil, o produto de valor agregado feito no Brasil para a gente exportar valor agregado e não exportar apenas minério”, concluiu.