
O partido nacionalista alemão Alternativa para a Alemanha (AfD) obteve uma vitória expressiva no domingo na Saxônia-Anhalt, conquistando mais de 44% dos votos e infligindo um grande revés à União Democrata Cristã (CDU) do chanceler Friedrich Merz.
Com 99% dos votos apurados, o AfD tinha 44,1%, enquanto o CDU de Merz ficou bem atrás, com 17,1%.
O resultado representa um avanço significativo para o AfD, que construiu apoio em torno de medidas mais rigorosas de imigração, preocupações econômicas e oposição ao establishment político alemão. O partido já é a maior bancada de oposição no parlamento federal da Alemanha.
O partido AfD parecia prestes a conquistar 39 das 83 cadeiras do parlamento estadual, ficando aquém das 42 necessárias para obter maioria absoluta. Outros partidos se recusaram a formar uma coalizão com o AfD, o que pode complicar os esforços para formar um governo.
O co-líder do AfD, Tino Chrupalla, declarou, no entanto, que os eleitores deram ao partido um mandato para governar.
A partir daqui, vamos mudar a Alemanha”, disse Chrupalla, referindo-se ao candidato de 35 anos do partido.
Siegmund classificou o resultado como histórico e disse que ele "abalaria toda a Alemanha".
A imigração tem sido uma questão central para o AfD. Sua plataforma para a Saxônia-Anhalt defende a criação de uma força-tarefa especial para deportar migrantes e adota a "remigração", que o partido descreve oficialmente como o uso de medidas e incentivos legais para remover migrantes da Alemanha.
No ano passado, a agência de inteligência interna da Alemanha classificou o AfD como uma organização extremista, uma caracterização que o partido contesta. Os principais partidos alemães mantêm uma "barreira" política contra a possibilidade de governar com o AfD.
O governo Trump criticou as tentativas de isolar o partido. O vice-presidente JD Vance criticou as autoridades alemãs pela exclusão do AfD do poder político em um discurso sobre as eleições de 2025, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio classificou a designação de extremista pela agência de inteligência como "tirania disfarçada".
