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A mulher kirchnerista que comprou o apartamento ao lado do de CFK se contradisse em suas declarações e reconheceu a transação

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 3 min de leitura
A mulher kirchnerista que comprou o apartamento ao lado do de CFK se contradisse em suas declarações e reconheceu a transação

María Soledad Calle, ativista kirchnerista e do movimento. La. Cámpora, investigada por supostas irregularidades relacionadas à gestão de fundos do Sindicato dos Metalúrgicos (UOM), admitiu em juízo ter comprado o apartamento localizado no primeiro andar do número 1111 da Rua San José, ao lado do prédio onde Cristina Kirchner está em prisão domiciliar por corrupção, apesar de ter negado publicamente a transação semanas antes. A contradição veio à tona depois que Calle apresentou uma declaração por escrito ao juiz federal Julián Ercolini, explicando que a compra foi feita com "recursos pessoais" e que o imóvel se destinava a "uma fundação para estudos sobre o desenvolvimento argentino".

A compra teria sido feita por aproximadamente $189.000. A ativista kirchnerista era membro do UOM até alguns meses atrás. Essa nova versão contradiz diretamente suas declarações anteriores. "Eu não comprei nada. É uma disputa sindical e de poder", disse ela, alegando ter sido alvo de uma disputa interna do sindicato. Agora, porém, sua defesa reconheceu formalmente a aquisição e tentou dissociá-la do dinheiro proveniente do contrato entre a UOM (Sindicato dos Metalúrgicos) e a USEM S.A., empresa na qual Calle detinha participação. Segundo a argumentação apresentada em juízo, a transação imobiliária é anterior à relação contratual contestada entre a empresa e o sindicato. O caso investiga se o acordo com a USEM causou prejuízo financeiro à UOM, à sua operadora de saúde e aos seus membros.

A empresa recebia uma comissão de 0,5% pela gestão das contribuições bancárias, quantia que, segundo a denúncia inicial, representaria aproximadamente $100 milhões. Calle foi alvo de escrutínio especial por atuar simultaneamente como funcionária do departamento de relações internacionais da UOM e como diretora da empresa contratada pelo sindicato. Sua defesa nega qualquer "negociação em benefício próprio" ou transferência do controle dos fundos. Os bens da líder sindical também fazem parte das medidas determinadas pelo tribunal. O processo inclui pedidos de informações referentes a um Peugeot 3008, um BMW M135 xDrive, entidades comerciais, declarações juramentadas, transações financeiras e viagens ao exterior.

Em relação ao BMW, Calle afirmou que o veículo foi comprado por seu companheiro e registrado em nome de ambos, enquanto que, quanto às suas viagens internacionais, argumentou que uma parte significativa estava relacionada às suas funções sindicais na IndustriALL Global Union. O juiz Ercolini, com a participação do promotor Eduardo Taiano, também solicitou informações da ARCA (Registro Argentino de Bens Imóveis), do Registro de Imóveis e de diversas outras agências para reconstruir a renda, o patrimônio e as transações da líder kirchnerista. A investigação agora deve determinar se há correlação entre o patrimônio atribuído a Calle, sua renda declarada e as transações financeiras em análise. Enquanto isso, sua admissão sobre a compra do apartamento na Rua San José, 1111, contradiz a negação que ela mesma havia emitido publicamente quando o caso veio à tona.

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