Acordo de Defesa Conjunta de Meca
Cooperação tecnológica e exercícios conjuntos
O acordo prevê a realização de exercícios militares integrados, abrangendo forças terrestres, navais e aéreas, bem como sistemas de defesa aérea e plataformas não tripuladas. Além disso, a cooperação na indústria de defesa será aprofundada, contemplando desenvolvimento e produção conjuntos, intercâmbio tecnológico, manutenção sustentável e apoio logístico. Prioridade será dada a sistemas não tripulados, guerra eletrônica e capacidades de inteligência artificial, áreas nas quais Turquia já possui experiência avançada.
O Ministério da Defesa destacou que o objetivo não se limita ao fornecimento de equipamentos, mas inclui a criação de uma cadeia produtiva compartilhada, capaz de atender às necessidades estratégicas dos três países e de fortalecer a autonomia regional em matéria de segurança. O pacto, que inclui o Paquistão – detentor de arsenal nuclear – e a Arábia Saudita, maior exportador de petróleo, está aberto à expansão, com o Egito sendo cogitado como futuro membro. Turquia também está participando de reuniões em Jeddah para constituir uma coalizão internacional destinada a proteger a navegação no Mar Vermelho.
Em declarações ao final do briefing, o contra‑almirante Zeki Akturk vinculou a estabilidade regional ao fim da ocupação israelense e ao cessar dos ataques em Gaza e no Líbano, ressaltando que a comunidade internacional deve adotar postura mais firme contra as ações israelenses, em defesa do direito internacional e dos valores humanitários, a fim de garantir paz e estabilidade duradouras na região.
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