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Trump exigiu que o Irã se rendesse e alertou Omã de que seria atacado caso formasse uma aliança com o regime de Teerã.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa no Centro David S. Mack para Treinamento e Inteligência em Garden City, Nova York, EUA, em 14 de agosto de 2026. REUTERS/Ken Cedeno

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa no Centro David S. Mack para Treinamento e Inteligência em Garden City, Nova York, EUA, em 14 de agosto de 2026. REUTERS/Ken Cedeno

📅 17 de agosto de 2026⏱️ 3 min de leitura

O presidente dos EUA, Donald Trump, instou o Irã na segunda-feira a "hastear a bandeira branca da rendição" e confirmou, em entrevista à Fox News, a existência de um canal de comunicação direto com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), que ignora mediadores e autoridades políticas em Teerã. A confirmação ocorreu no mesmo dia em que expirou o prazo de 60 dias estabelecido pelo Memorando de Entendimento assinado em junho para encerrar a guerra e chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano, sem que um acordo fosse alcançado. No entanto, Trump afirmou que ainda há tempo para a paz e reiterou sua principal exigência em entrevista à Truth Social: "O objetivo número um é, e sempre será, que o Irã não possa ter, de forma alguma, uma arma nuclear". "Não tenho um prazo", disse Trump ao jornalista Trey Yingst.

"Não tenho um prazo." O presidente, que no passado lamentou a dificuldade de negociar a paz com um regime iraniano fragmentado — que sofreu a morte de vários membros importantes de sua liderança em ataques anteriores — confirmou que autoridades americanas se comunicam diretamente com oficiais da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) por meio desse canal seguro. “Eles são bons jogadores de pôquer, mas estão morrendo”, disse ele sobre a liderança iraniana. Alerta para Omã: Em meio a relatos sugerindo que o Irã está empregando sua estratégia histórica de “ganhar tempo” na esperança de chegar às eleições de meio de mandato — ou mesmo a 2028 — sem fazer concessões, Trump rejeitou a noção de que a política influencia sua estratégia militar como comandante-em-chefe. “As eleições de meio de mandato não têm nada a ver com o que eu penso”, afirmou.

O presidente também fez um alerta incomum para Omã, país que participa das negociações sobre o Estreito de Ormuz, quando questionado sobre seu papel nas conversas com o Irã: “Se Omã entrar no nosso caminho, vamos bombardeá-los”, disse ele.

 Desarmamento de Israel, Gaza e Hamas. 

Questionado sobre as eleições israelenses, Trump disse que considera mais apropriado manter-se neutro, embora tenha deixado em aberto a possibilidade de apoiar um candidato. "Acho que o mais apropriado é não me envolver nas eleições israelenses, mas posso apoiar alguém", disse ele. O presidente também opinou que Israel não deveria realizar ataques em Gaza, enquanto os esforços continuam para avançar na próxima fase de um plano que inclui o desarmamento do Hamas. "Temos nossa própria relação com o Hamas.

Eles estão entregando suas armas", afirmou, acrescentando sobre a cooperação com o grupo: "Eles lutam bem conosco". Trump também minimizou as preocupações sobre a pressão que o conflito exerce sobre os arsenais dos EUA: "O que usamos é uma gota no oceano. Temos muitas armas de nível médio", afirmou. Um prazo expirou em meio às tensões no Estreito de Ormuz. As declarações de Trump ocorrem em meio à crescente pressão sobre o Estreito de Ormuz, crucial para o comércio global de petróleo e gás, cujo trânsito o Irã mantém reduzido a uma fração dos níveis pré-guerra. Segundo dados da empresa Kpler, as travessias confirmadas pelo estreito caíram 19,5% na semana passada, enquanto o Irã negocia um plano com Omã para gerenciar o tráfego marítimo.

Teerã já havia apresentado uma lista de exigências no início deste mês para a reabertura da hidrovia, incluindo o fim do bloqueio americano e indenização pelos danos causados ​​pela guerra iniciada em 28 de fevereiro — condições que Trump rejeita categoricamente. O presidente reforçou essa posição dias antes, exigindo, também no Truth Social, que o Irã recebesse indenização por milhares de mortes em diversos conflitos ligados ao regime nos últimos 50 anos.

Fonte original: infobae.com
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