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Por que a rodovia Lagos-Calabar não vai além de Epe – revela o candidato presidencial

📅 05 de agosto de 2026⏱ 3 min de leitura🌐 Traduzido e adaptado
Por que a rodovia Lagos-Calabar não vai além de Epe – revela o candidato presidencial
Por que a rodovia Lagos-Calabar não vai além de Epe – revela o candidato presidencial

Viabilidade financeira da autoestrada costeira

O candidato presidencial do Partido da Redenção do Povo (PRP) para as eleições de 2027, Donald Duke, afirmou que o projeto em curso da Autoestrada Costeira Lagos‑Calabar pode nunca se estender além de Epe, no estado de Lagos. Em entrevista ao programa Prime Time, da Arise Television, o ex‑governador de Cross River declarou que a Nigéria não dispõe de recursos financeiros suficientes para concluir a via de 750 quilômetros enquanto enfrenta desafios prementes nos setores de saúde, educação e eletricidade.

Sei que o país não pode pagar por isso”, disse o candidato. “Você não pode construir uma estrada na costa de Lagos a Calabar. Não pode nem passar por Bayelsa. Bayelsa é um pântano. Até Yenagoa, a capital, é um pântano. Você provavelmente terá que construir cerca de 100 ou 200 pontes para atravessar esses pântanos”. Ele ressaltou que já existe uma via que liga Lagos a Calabar e instou o governo a reabilitar a estrada existente em vez de iniciar uma nova rota costeira. “Já existe uma estrada para Calabar. Já dirigi de Lagos a Calabar várias vezes. Se a estrada estiver em más condições, conserte‑a”, afirmou.

Prioridades setoriais e reforma tributária

Duke manifestou dúvidas sobre a conclusão do projeto, alegando que a rodovia dificilmente avançará além de Epe, pois o desenvolvimento parece estar ligado a extensas atividades de recuperação de terras. “Não creio que essa estrada vá além de Epe, e penso que a estrada serve outros propósitos porque conduzi uma vez na estrada e tudo o que vi no flanco direito em direção a Epe foi recuperação de terras e tudo mais”, acrescentou. O candidato argumentou que os recursos destinados à autoestrada teriam maior impacto se fossem canalizados para setores críticos como produção de eletricidade e saúde.

“O valor que será gasto nessa estrada poderia ser melhor gasto no fornecimento de eletricidade ou na modernização do sistema de saúde”, disse. Ele também criticou o fraco financiamento governamental para a saúde e a educação, apontando que, no ano passado, o orçamento de capital liberado para a saúde foi de apenas N 36 milhões, “algo patético para um país de 230 milhões de pessoas”. “Sem falar do sistema escolar que dificilmente é financiado. Então você prioriza, concentra‑se em suas prioridades, recalibra o seu sistema de receitas”, completou. Duke defendeu ainda reformas no quadro de cobrança de receitas, sustentando que a dependência excessiva da tributação dos lucros empresariais incentiva a evasão fiscal.

Segundo ele, a expansão dos impostos transacionais e o fortalecimento da administração tributária melhorariam os recursos do governo. Por fim, o candidato destacou a energia acessível como base para o crescimento econômico, pedindo ao governo que torne a eletricidade, o gás e outras fontes de energia mais acessíveis a empresas e famílias. “Somos abençoados com todas as formas conhecidas de energia, da hidrelétrica à solar, do gás ao petróleo. Não estou dizendo para dar de graça, mas para torná‑la disponível e muito acessível, porque isso será um grande estímulo para a produtividade do país”.

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