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Polêmica na Colômbia sobre a recusa em permitir a entrada de equipes estrangeiras de busca e resgate.

🌐 Traduzido PT-BR
📅 12 de agosto de 2026⏱️ 3 min de leitura

O governo do presidente Abelardo de la Espriella foi criticado por sua recusa em aceitar equipes estrangeiras de busca e resgate nas horas cruciais após o terremoto de segunda-feira. Um dos primeiros a soar o alarme foi o embaixador da China em Bogotá, Zhu Jingyang, que pediu ao governo na terça-feira que “divulgasse o nome do funcionário e de sua pessoa de contato designada para coordenar a ajuda internacional às vítimas do terremoto”. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, disse que foi informado de que as “equipes de resgate, pessoal médico e outros socorristas da Colômbia estão no local e lidando com a situação” e que “não precisam de apoio de pessoal”. A presidente do México, Caudia Sheinbaum, disse que seu governo estava aguardando aprovação para enviar uma equipe de 225 socorristas para procurar sobreviventes, mas que esperava um “convite formal” de Bogotá.

Em resposta à crescente pressão, o jornal El Tiempo disse que a Colômbia não precisava de equipes estrangeiras de busca e resgate porque “o país tem 23 equipes com pessoal que faz parte da elite global”. O Ministério das Relações Exteriores afirmou na noite de terça-feira que havia “solicitado à comunidade internacional apoio para lidar com a emergência, a fim de enfrentar as áreas mais afetadas e mitigar o desastre”. Mas o líder social Leonard Renteria, de Buenaventura, disse na quarta-feira que “até ontem, ainda não sabíamos nada sobre a chegada de equipes de resgate” à cidade portuária parcialmente destruída.

“Nas ruas, vimos moradores dos bairros com os bombeiros e membros da defesa civil”, publicou Renteria na plataforma de mídia social X. Cinquenta horas após o desastre de segunda-feira, o Departamento de Estado dos EUA informou que havia “mobilizado equipes técnicas de busca e resgate urbano (USAR) do Condado de Fairfax, Virgínia, e do Condado de Los Angeles, Califórnia, para apoiar os esforços de busca e resgate da Colômbia”. Com as chances de encontrar sobreviventes diminuindo rapidamente, a pressão sobre o governo para que respondesse aumentou online. “Gostaria muito de saber o motivo técnico para rejeitar a ajuda de equipes especializadas nesse tipo de desastre.

Há muitas áreas afetadas e muitas evidências de inadequações técnicas”, disse a engenheira civil Gina Villalobos à emissora X. Segundo a congressista da oposição Maria Fernanda Carrascal, “foi uma decisão ideológica; eles só queriam que entrassem equipes de resgate de Israel e dos Estados Unidos, enquanto os mexicanos estão prontos desde segunda-feira”. Na tarde de quarta-feira, o recém-nomeado chefe de resposta a desastres, David Tamayo, disse que o governo também permitiria a entrada de equipes de busca e resgate do Equador e de El Salvador “que possam garantir o fornecimento de equipes de busca e resgate e que sejam reconhecidas por seus respectivos governos como atendendo aos padrões internacionais de busca e resgate”. Essas equipes viriam para procurar centenas de pessoas que se teme estarem sob os escombros dos prédios que desabaram no pior terremoto em 10 anos.

Fonte original: colombiareports.com
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