Vulnerabilidades encontradas nos sistemas Dominion
A Mojave Research analisou, durante cerca de seis semanas, os equipamentos de votação Dominion utilizados nas eleições de 2024 em Porto Rico. O estudo revelou ao menos uma dúzia de vulnerabilidades de software classificadas como de gravidade alta ou crítica. Entre os problemas identificados estavam senhas reutilizadas, firewalls desativados e proteções criptográficas básicas mal implementadas. Além disso, modems de hardware celular ativos criaram rotas adicionais para o software que se acreditava estar isolado. Apesar das fragilidades, a empresa não encontrou evidências de que alguma delas tivesse sido efetivamente explorada nem de que as cédulas tivessem sido alteradas. A Mojave solicitou mais tempo para confirmar suas conclusões.
Encerramento abrupto do apoio federal
Inicialmente, as autoridades federais demonstraram disposição em ampliar o esforço, autorizando a expansão da equipe de cerca de dez para sessenta profissionais, bem como a contratação de pessoal adicional e a obtenção de recursos para adquirir equipamentos destinados à análise de outros sistemas antes das eleições intermediárias de novembro. Contudo, enquanto a Mojave se preparava para avançar, o projeto foi interrompido de forma repentina.
O CEO Jason Wareham e o diretor de tecnologia Manbir Gulati relataram o ocorrido na convenção de hackers DEF CON, divulgando publicamente as descobertas técnicas antes de se reunir com jornalistas e curiosos. O relato indica que o trabalho federal surgiu do interesse da administração Trump em máquinas de votação e suposta interferência eleitoral. A Mojave foi inicialmente envolvida pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional, sob a direção de Tulsi Gabbard, para analisar equipamentos e dados obtidos em Porto Rico.
Embora a investigação tenha sido motivada por alegações de que a Venezuela teria hackeado os sistemas eleitorais, nenhuma evidência de interferência estrangeira foi confirmada. Segundo Wareham, o ODNI solicitou que a equipe capturasse uma imagem de um sistema de votação efetivamente utilizado em uma eleição, sem a supervisão do fornecedor, e a empresa aceitou o pedido como um acréscimo menor ao contrato existente. No entanto, a missão acabou inserindo a Mojave em um conflito maior sobre as eleições americanas.
“No final das contas, tomei a pior decisão da minha vida no contexto empresarial”, afirmou Wareham. A resistência ao prosseguimento do trabalho veio de um grupo separado da Casa Branca, insatisfeito por a Mojave não ter produzido evidências que corroborassem as alegações de fraude nas eleições de 2020. Wareham concluiu que a interrupção ocorreu porque o projeto não encontrou a “arma fumegante” que alguns setores esperavam.
| ℹ️ | Nota do editor: O AR NEWS 24H publica conteúdos baseados em fontes externas. As informações e opiniões presentes no material original são de responsabilidade de seus respectivos autores. Este conteúdo foi traduzido e adaptado para o português do Brasil com o auxílio de ferramentas automatizadas. |
