Projeto Arroyo Vivo
No estado de Nuevo León, o Tecnológico de Monterrey está conduzindo o projeto Arroyo Vivo, que tem como objetivo testar a viabilidade de um modelo de restauração urbana a partir da coleta de dados, campanhas de limpeza e engajamento de comunidades locais. A iniciativa concentra‑se no Arroyo Seco‑San Agustín, um curso d’água de 13 km que nasce nas montanhas acima de Monterrey, atravessa a cidade e deságua no rio La Silla, tendo se tornado um aterro ilegal em diversos trechos. Em 16 dias de limpeza, iniciados no final de 2022, investigadores e voluntários removeram 21 toneladas de resíduos, dos quais mais de 70 % eram plásticos, além de têxteis, pneus e entulhos de construção.
O projeto pretende empregar algoritmos capazes de analisar imagens enviadas pelos moradores, identificando e estimando o volume de lixo ao longo do córrego. Paralelamente, está sendo planejado um corredor biológico que favoreça a fauna local e melhore a qualidade de vida dos residentes, ao mesmo tempo em que reduz a poluição e mitiga riscos de inundação. Os pesquisadores elaboram cenários de três, cinco e dez anos, reconhecendo que a plena recuperação ecológica pode demandar décadas, mas afirmando que a iniciativa representa uma plataforma de longo prazo para replicar intervenções de regeneração ecológica, social e urbana.
Dimensão nacional do despejo ilegal
O problema ultrapassa os limites de Monterrey. Na Cidade do México, as autoridades identificaram 889 lixões ilegais em fevereiro, concentrando‑se quase metade nos bairros de Cuauhtémoc, Iztapalapa e Miguel Hidalgo. Dados da Semarnat revelam que, em 2012, 21 % dos resíduos sólidos urbanos foram depositados em locais não controlados, enquanto 90 % das áreas metropolitanas utilizavam aterros sanitários ou locais de eliminação controlada. Nas zonas rurais e semi‑urbanas, apenas 4,5 % contavam com infraestrutura adequada, número que havia sido de 13 % em 2011, segundo relatório anterior da mesma secretaria. Esses indicadores evidenciam a necessidade de políticas integradas que combinem monitoramento tecnológico, educação ambiental e participação cidadã para enfrentar o despejo ilegal de lixo em todo o país.
| ℹ️ | Nota do editor: O AR NEWS 24H publica conteúdos baseados em fontes externas. As informações e opiniões presentes no material original são de responsabilidade de seus respectivos autores. Este conteúdo foi traduzido e adaptado para o português do Brasil com o auxílio de ferramentas automatizadas. |
