
Moreno, que estava presente na leitura da sentença, tem 73 anos e uma deficiência física que o impede de andar. Ele cumprirá a pena em prisão domiciliar.
Moreno foi condenado como participante direto no esquema de suborno durante seu mandato como vice-presidente. Sua esposa e filha, dois irmãos e um cunhado foram condenados como cúmplices. A esposa e a filha receberam sentenças de 30 meses cada.
Moreno é o terceiro ex-presidente equatoriano a ser condenado por corrupção, embora tenha sido julgado por crimes cometidos antes de chegar à presidência.
Correa foi condenado em 2020 a oito anos de prisão em um caso de suborno envolvendo a gigante brasileira da construção civil Odebrecht, mas permanece na Bélgica, onde vive há anos. O ex-presidente Jamil Mahuad também foi condenado em 2014 a oito anos por desvio de verbas públicas. Outro ex-presidente, Abdalá Bucaram, aguarda sentença após ser condenado por crime organizado.
Os promotores afirmaram que uma rede de corrupção operou de 2008 a 2018, arrecadando subornos equivalentes a 4% do valor do projeto executado pela Segundo eles, o dinheiro foi distribuído por meio de transações nacionais e internacionais para funcionários públicos e outros beneficiários, incluindo. A Sinohydro iniciou a construção da usina hidrelétrica Coca Codo Sinclair, orçada em cerca de $2 bilhões, em 2010 e a entregou ao Equador em 2016. Desde então, o projeto tem sido alvo de críticas devido a defeitos estruturais.
Moreno, um empresário do setor turístico, ganhou destaque nacional em 2007, quando se tornou vice-presidente durante o governo de Correa, que governou o Equador por uma década. Moreno permaneceu no cargo até 2013, quando Jorge Glas o sucedeu.
Em 2017, Moreno venceu a eleição presidencial como candidato do movimento Correísta, fundado em torno de Correa, tendo Glas como seu vice. Glas posteriormente deixou o cargo e atualmente cumpre pena de prisão por corrupção.
