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Netanyahu alertou a Turquia de que não permitirá uma base militar na Síria: "Garantimos que eles entendessem isso."

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 3 min de leitura
Imagem ilustrativa — AR NEWS 24H
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou na quarta-feira que Israel havia alertado a Turquia de que não permitiria o estabelecimento de uma presença militar permanente na Síria. A declaração veio um dia após o ataque ao aeroporto militar de Abu Duhur, na província de Idlib. Netanyahu explicou que Israel havia emitido inicialmente um alerta geral sobre a possibilidade de a Turquia estabelecer uma base militar em um aeródromo próximo a Aleppo. Segundo o primeiro-ministro, as autoridades israelenses sentiram que essa mensagem não foi compreendida. "Aparentemente, eles não ouviram, então nos certificamos de que a entendessem com mais clareza", afirmou ele durante uma entrevista à Rádio do Exército Israelense. O chefe do governo israelense deixou claro que a rejeição não se limita a uma instalação específica, mas se estende a qualquer expansão militar turca no sul da Síria.

"Não toleraremos um entrincheiramento militar turco avançando para o sul, porque isso nos ameaça", afirmou. O gabinete de Netanyahu havia indicado anteriormente que a Síria estava perto de permitir o envio de tropas turcas para a base e que tal medida perturbaria o equilíbrio militar que Israel busca manter. Embora Netanyahu não tenha apresentado sua declaração como uma reivindicação detalhada de responsabilidade pelo ataque, sua explicação estabeleceu a ligação entre a operação e as preocupações de Israel sobre uma potencial presença militar turca. Jerusalém afirma que tal destacamento representaria um risco direto à sua segurança. Ancara rejeitou essa interpretação. A Turquia negou que estivesse planejando estabelecer uma base militar ou destacar tropas no local indicado por Israel.

A tensão ocorre em um contexto de deterioração das relações entre Israel e Turquia, especialmente desde o início da guerra em Gaza. A Síria tornou-se agora outro ponto de discórdia entre os dois governos, devido aos interesses militares e estratégicos que cada um mantém no país. A mensagem de Netanyahu coincidiu com uma visita do Chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, às forças posicionadas no sul da Síria. Nessa região, o comandante declarou que o exército está monitorando os desdobramentos na frente síria e que Israel não permitirá que forças hostis consolidem posições perto de suas fronteiras. "Devemos impedir o desenvolvimento de ameaças terroristas, ao mesmo tempo que evitamos o surgimento de uma ameaça militar significativa em nossas fronteiras", disse Zamir aos soldados.

O chefe militar acrescentou que Israel usará suas capacidades operacionais quando julgar necessário e descreveu o cenário sírio como parte de uma situação regional com várias frentes abertas. A presença de tropas israelenses no sul da Síria remonta a dezembro de 2014, após a queda do regime de Bashar al-Assad. Israel declarou na época que sua intervenção visava impedir que armas abandonadas durante o colapso do governo anterior caíssem nas mãos de grupos considerados hostis. O incidente de Abu Duhur mostra que o futuro militar da Síria pode se tornar outro ponto de tensão no atual cenário regional. Netanyahu afirma que seu governo agirá para impedir que Ancara expanda sua infraestrutura militar para o sul. A Turquia, por outro lado, rejeita as acusações israelenses e nega estar preparando o destacamento que Jerusalém identifica como uma ameaça.

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